Rapoula do Côa – Barbos, escalos e bogas ao spinning.

Rapoula do Côa – Barbos, escalos e bogas ao spinning.




Parte da tarde do dia 5 de Junho de 2010. Depois de uma manhã marcada pela forte actividade dos escalos ao spinning em Seixo do Côa, estava na altura de visitar um local mitico para as trutas no Côa: a zona da Rapoula. Conhecido pela sua abundância de trutas, este é um daqueles locais que é alvo de uma frequência bastante elevada de pesca, mas que de vez em quando produz algumas agradáveis surpresas. E era mesmo de uma surpresa que eu precisava! Já tinha saudades de ver umas lindas trutas. 

Escolhi imediatamente o troço para montante da Rapoula do Côa, a caminho da nova concessão de pesca desportiva. O dia estava já bastante quente e viam-se várias moscas de Maio a pousarem na água. No entanto, as trutas não se estavam a alimentar! Achei tudo isto muito estranho. Mesmo assim resolvi insistir e pescar uma boa sequência de correntes e açudes. Mantive o material de light spinning e apostei sobretudo nas áreas com maior profundidade.

A primeira meia hora passou sem novidade. Apesar dos bons lançamentos, nem sinal de truta. Apenas se viam alguns ciprinideos a movimentar-se. Numa zona encostada a uma pedra e com leito de areia fina, realizo um lançamento com o rapala CD-3. O rapala cai na água, dou-lhe três sacudidelas rápidas e de repente sinto uma força lateral a puxar e a correr para trás e para a frente. Era barbo e pelo aspecto não estava interessado em render-se fácilmente. Apesar do seu tamanho médio, deu uma luta feroz e só se rendeu depois de 3 minutos de corrida. Ah … grande peixe!

Depois da captura deste barbo, voltei a utilizar a Mepps Aglia nº1 pintas vermelhas. Com calma, entrei no muro de um açude realizei um lançamento para montante e entra um bom escalo de 20 e poucos centimetros. Dá alguma luta, mas rápidamente é trazido à mão. Mesmo com 0,12, este tipo de peixe não coloca dificuldades a nível da captura.

Mais á frente, e depois de insistir numa zona de água mais parada, tenho uma picadela quando a colher já estava a sair fora de água. Voltei a insistir no mesmo local e desta vez consegui capturar uma boga com cerca de 16 centimetros. Já não havia muito mais a fazer. Já tinha percorrido toda a variedade de ciprinideos que habitavam o rio Côa.

Enfim, ainda vi alguns barbos de 2 e 3 kilos a quererem provar a amostra, mas sem concretização. No global e após 3 horas de pesca, fiquei com a impressão de que não era dia de trutas no Côa. Apesar de ter visto várias moscas de Maio sobre a água, nem uma truta visualizei durante todo o dia. Algo que me parece bastante normal no Côa. Ao longo de vários anos de pesca neste rio, já percebi que é um rio de picos em termos de pesca. Ou proporciona excelentes pescarias ou então nem truta se vê. Este foi um daqueles dias 🙂

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.