Em acção com peixes artificiais – Jerkbaits

Em acção com peixes artificiais – Jerkbaits

Os peixes artificiais com capacidade para flutuarem ou simplesmente suspenderem a meia água são os ideais para tentar grandes predadores, incluindo uns belos troféus de truta. No entanto, pescar com estes iscos requer algum conhecimento especifico ao nível da acção de recuperação da amostra e das condições da água. Muitas vezes usamos este iscos com uma recuperação idêntica à utilizada para as colheres, diminuindo substancialmente o seu poder atractivo para as trutas.

Como estes iscos funcionam perto da superficie, aconselha-se o seu uso em zonas de água clara e quando os peixes estejam próximos da superficie. Caso contrário, a distância pode funcionar como uma barreira à eficácia das amostra, não motivando os predadores a atacar. A temperatura da água também é um factor importante ao nível da utilização destes iscos. Águas quentes permitem recuperações mais rápidas, enquanto águas frias obrigam a recuperações mais lentas. Com águas frias e depois da desova, o peixe anda cansado e necessita de tempo para observar a amostra e tomar a decisão de atacar.

Para este tipo de peixes artificiais, a acção de pesca assenta numa recuperação errática e bastante pronunciada. A melhor sequência usa uma combinação de três toques rápidos de cana com uma paragem, que pode ser mais ou menos lenta. Desde que realizado de forma irrepreensivel, este tipo de recuperação tende a reproduzir na perfeição o comportamento de um peixe ferido e desorientado sobre a água. A velocidade de recuperação deve ser adaptada ao humor do peixe. Para se conseguir acertar na formula mágica, devem-se tentar várias opções.

Mas melhor do que falar não há nada como ver os profissionais em acção. Abaixo segue um video com uma exemplificação prática da utilização dos jerkbaits.

O que aqui vimos serve perfeitamente para a pesca à truta. Os tipicos rapalas que utilizamos na pesca à truta, nomeadamente os floating e X-Rap, prestam-se perfeitamente a este tipo de utilização e têm performances bastante interessantes. Quando as trutas atacam amostras com este tipo de comportamento, normalmente fazem-no de forma bastante violenta, quase “arrancando” a cana das nossas mãos. São sensações inesqueciveis 🙂

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.