15 minutos de pesca no Alfusqueiro!

15 minutos de pesca no Alfusqueiro!

Dia 9 de Julho de 2011. Tal como combinado, o ponto de partida para o 1º Convívio Nacional de pescadores de trutas devia ocorrer às 8h30 no Nó de Campia. Dali iriam sair várias viaturas para diferentes destinos: uma iria preparar a logística de apoio ao petisco e almoço na Barragem do Cortez, outra iria levar dois ilustres convidados (o Dr. Manuel Pintalhão e o Dr. Sousa Rodrigues) para um local secreto conhecido do nosso amigo Miguel Pereira e finalmente uma última (na qual eu me encontrava) iria levar o Prof. Arlindo Cunha para uma breve pescaria no Alfusqueiro. Para me ajudar nesta tarefa, contei com o Sr. Arlindo da Junta de Freguesia de Campia (grande pescador e homem de fortes convicções políticas) e com a sua larga experiência de pesca naquela zona.

Devido a um imprevisto com a pintura das paredes na adega do Prof. Arlindo Cunha, houve uma certa demora no arranque e, portanto, eu e o Sr. Arlindo tivemos que esperar um pouco mais. Aproveitamos o tempo para ir falando e para trocar algumas impressões sobre as pescarias no rio Alfusqueiro. Tal como era de esperar nesta altura do ano, a espécie que acabou por dominar o nosso diálogo foi o barbo, ficando eu a saber que existem bons exemplares no Alfusqueiro (com pesos superiores a 1,5 kg) e que alguns já morderam alguns rapalas muito recentemente, tendo partido as respectivas linhas (algo que não me é nada estranho :)).

Passados 15 minutos, chegou o Prof. Arlindo Cunha e, depois dos cumprimentos da praxe, avançamos para o local de pesca. Iríamos pescar no Alfusqueiro algures nas proximidades da povoação de Destriz. Devido a um compromisso do Prof. Arlindo Cunha em Viseu e à necessidade de passarmos pelo petisco na Barragem do Cortez, a pescaria ficou reduzida a não mais de 15 minutos. Isto seria mais do que suficiente para matar o vicio 🙂

Mal chegamos ao local, verificamos que o rio apresentava poucas correntes e um caudal reduzido, mas que nos pareceu bastante interessante para esta época do ano. Mesmo assim e com falta de água corrente, também nos pareceu, desde logo, que só a chuva fraca que caia é que podia dar alguma ajuda para capturar algumas trutas. Pegamos no material de light spinning (canas curtas, linhas de 0,12 e amostras nº1) e dividimo-nos em dois grupos. Eu e o Prof. Arlindo Cunha fomos para montante, enquanto o Sr. Arlindo foi para jusante.

A pescaria foi muito rápida. Penso que não fiz mais de 20 lançamentos. Vi logo alguns peixes a mosquear nas zonas mais fundas e capturei uma truta numas dessas zonas e na proximidade de algumas raízes que entravam pelo rio a dentro. A truta entrou com força, deu uma boa luta e mediu 21 cm. Era um bom exemplar autoctono do Alfusqueiro com uma cor negra e um semblante bastante característico. Não parecia muito gorda, mas estava dentro dos parâmetros normais para a época. Pura beleza!

Depois da captura, reencontrei-me com o Prof. Arlindo Cunha e do lado dele nada tinha mexido. Falou-me da presença de uma lontra e eu bem ouvi um barulho estranho no meio do rio que não cheguei a perceber o que era. Enfim, não deu para muito mais. Ainda fizemos mais 50 metros de rio, mas tivemos que rapidamente inverter a direcção. O Sr. Arlindo juntou-se a nós e começamos a fazer contas ao petisco. Toca a regressar 🙂

Apesar da rapidez desta pescaria, foi com agrado que registamos que o rio Alfusqueiro ainda não está com um caudal excessivamente baixo e que ainda se vêem algumas trutas a mosquear. Este parece ser um sinal de que possivelmente este Verão será mais favorável para as trutas … permitindo assim um ligeiro aumento da sua densidade nos anos que se vão seguir. Esperemos que assim seja 🙂

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.