Recentemente, recebemos informação de que mais uma vez continuam a por cordas às trutas em vários rios da nossa geografia. É impressionante como mesmo em situação de seca, os furtivos não deixam de assediar as trutas e mantêm-se impunes, realizando as suas façanhas em qualquer parte do nosso país. Desta vez, foi-nos comunicado que tal sucedeu no rio Coura e houve gente corajosa que nos enviou as fotos para serem publicadas neste site.
O aparelho neste caso, consiste numa simples corda atada a uma estaca relativamente forte que se encontra cravada no solo. O isco trata-se um escalo com um tamanho de cerca de 10cm e que se encontra parcialmente comido. Aliás, se olharem com cuidado para a foto abaixo, podem ver que apenas o lombo e o rabo se encontram ainda no anzol. De modo a fixar o isco a certa profundidade, este aparelho dispõe de um peso de cerca de 50 gramas.
Este tipo de técnica é completamente proibido e permite que o isco esteja disponível para os grandes exemplares durante o período da noite, que é normalmente a altura em que as grandes trutas saem para se alimentar nos rios mais pescados. É claramente uma técnica desleal para o peixe e que merece a nossa maior reprovação.
Perante este tipo de situações, convinha que as autoridades voltassem à carga com uma vigilância de margem mais apertada. O uso e abuso dos veículos motorizados e a falta de uma vigilância de margem mais frequente permite que este tipo de práticas continue a prosperar e passem impunes. Se isto se pode ver num Rio como o Coura, então mal posso imaginar o que se passa noutros rios menos prestigiados e menos vigiados.
A todos os pescadores que se deparem com este tipo de práticos, aconselho a que contactem as autoridades e a que destruam imediatamente este tipo de técnicas, que são verdadeiramente vergonhosas!!



_
.
.

É muito comum no Minho ,por isso ando sempre com umas tesouras.
Aqui no coa usam galrrichos…o meu avo ja destruiu varios e eu felizmente nunca vi nenhum…parece que e preciso muita esperiencia para os detectar!!Mas o meu avo conta que uma vez estavam 5 trutas acima de 2kg e varios barbos grandes! O meu avo destruia tudo o que via..
Abraço
Boas!
Acho que não devemos ser nós próprios a destruir estas artes ilegais!
Quem o deve fazer são as autoridades competentes! A melhor atitude nestas situações é a denuncia. Um simples telefonema a dizer onde esta o aparelho e dizer que esperarmos pelas autoridades.
É que ser um simples pescador a destruir, a coisa pode correr mal…sei de alguns casos, no mar, que o corte de redes maxoeiras ia correndo bastante mal…nunca sabemos quem esta escondido numa colina ou atras do pinhal!
Abraço
Bem quanto a isto acho que está quase tudo dito, vários são os caçadores de trutas que por ai andam combater este flagelo é o grande problema.
Concordo com a ideia de uma vigilância apertada da parte das entidades competentes de margem. Mas com os cortes em todos os Ministérios, a falta de verba não vai dar para andar a passear pelas margens a ver, a controlar etc.
Acho que devemos ser nós a dar conta do recado na falta de entidades a denuncia parece-me o mais certo mas depois de cortar claro.
É sempre bom denunciar nunca se esqueçam.
Abraço