Cordas nos rios – Quando termina este flagelo??

Cordas nos rios – Quando termina este flagelo??


Recentemente, recebemos informação de que mais uma vez continuam a por cordas às trutas em vários rios da nossa geografia. É impressionante como mesmo em situação de seca, os furtivos não deixam de assediar as trutas e mantêm-se impunes, realizando as suas façanhas em qualquer parte do nosso país. Desta vez, foi-nos comunicado que tal sucedeu no rio Coura e houve gente corajosa que nos enviou as fotos para serem publicadas neste site.

O aparelho neste caso, consiste numa simples corda atada a uma estaca relativamente forte que se encontra cravada no solo. O isco trata-se um escalo com um tamanho de cerca de 10cm e que se encontra parcialmente comido. Aliás, se olharem com cuidado para a foto abaixo, podem ver que apenas o lombo e o rabo se encontram ainda no anzol. De modo a fixar o isco a certa profundidade, este aparelho dispõe de um peso de cerca de 50 gramas.

Este tipo de técnica é completamente proibido e permite que o isco esteja disponível para os grandes exemplares durante o período da noite, que é normalmente a altura em que as grandes trutas saem para se alimentar nos rios mais pescados. É claramente uma técnica desleal para o peixe e que merece a nossa maior reprovação.

Perante este tipo de situações, convinha que as autoridades voltassem à carga com uma vigilância de margem mais apertada. O uso e abuso dos veículos motorizados e a falta de uma vigilância de margem mais frequente permite que este tipo de práticas continue a prosperar e passem impunes. Se isto se pode ver num Rio como o Coura, então mal posso imaginar o que se passa noutros rios menos prestigiados e menos vigiados.

A todos os pescadores que se deparem com este tipo de práticos, aconselho a que contactem as autoridades e a que destruam imediatamente este tipo de técnicas, que são verdadeiramente vergonhosas!!

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.