No último fim de semana, e depois de alguma chuva fraca durante a noite, resolvi visitar o rio Estorãos, no troço para montante da Foz. Já há muito tempo que por lá não passava e portanto tinha alguma curiosidade relativamente à possibilidade de encontrar por lá algumas trutas mais bravas que ainda não tivessem sido bem tocadas pelos pescadores da zona.
Escusado será dizer de que foi uma viagem inglória, mal me deparei com o sinal de capa deste post. Pelos vistos, o troço que eu considero como sendo um dos mais produtivos do Estorãos (para montante da Estrada Nacional Viana do Castelo – Ponte de Lima) está agora interdito à pesca, por fazer parte da área protegida das Lagoas (julgo eu). Claramente mais um atentado sobre a nossa classe, em nome de interesses ambientalistas que utilizam a politica nazi e fundamentalista da terra virgem (onde o homem não pode voltar a pisar, nem deve subsistir).
Independentemente do caricato da situação, que começa a tomar contornos maus demais para serem verdade, o que me preocupa é mesmo o tipo de placa que é utilizada para este tipo de aviso. Quem é que manda nos direitos de pesca a nível nacional?? Qualquer beduíno com uma lata de tinta e um pedaço de pau pode proibir a pesca e aplicar coimas?? Ou será que não existem placas oficiais junto da Autoridade Florestal Nacional para este tipo de situações? Mas afinal em que ficamos??!!
Isto é apenas mais um sintoma da vergonha nacional que é a gestão dos espaços ambientais e sobretudo a gestão da pesca desportiva em águas interiores. Se houvesse o mínimo de respeito e de ordem neste país, existiriam placas devidamente certificadas e uniformizadas para serem utilizadas neste tipo de situação. Aquilo que aqui vejo é muito mau e apenas merece ser sancionado de forma exemplar por quem de direito. Caso contrário, qualquer bandalho pode meter uma placa em qualquer lado para proibir a pesca!!
Adicionalmente, só uma última achega relativamente a esta matéria das proibições. Penso que está na altura de começarmos a criar um lobby anti-ambientalista, sobretudo quando se fala do típico “ambientalista caviar”. O tal individuo que até é engenheiro ambiental, totalmente incompetente, com bons amigos na politica e que se instala à frente de um parque ou rede natura para implementar o seu projecto faraónico à custa de todos nós. Para aqueles que não sabem o que isso é, basta olhar para as novas obras ambientais que estão a ser realizadas e por outras de grande envergadura que se vêem por esse país fora.
Vigiar? Preservar? Calcar as margens dos rios? Não! Isso é trabalho e obriga a suar!! O melhor mesmo é publicitar, idealizar, proibir e controlar tudo desde bons escritórios com ar condicionado e salas de reunião de último grito. Entretanto, vai-se enchendo o bolso com salários médios para cima de 4000 euros, já para não falar nalgumas comissões aqui e ali para fechar os olhos a algumas descargas de poluição. Isso sim é que é ser ambientalista!!
Amigos … está na altura de os começarmos a caçar um a um 🙂



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Trutas faço das tuas palavras as minhas se me permites! Este pais e um poço sem fundo de incompetencia e interesses!
Abraço.
Boas!
O que me ocorre dizer é…REPUBLICA DAS BANANAS!
Abraço
Olá. Acabei de me inscerver no trutas.pt porque para além de me interessar pelo tema que me apaixona desde muito novo, começo a inquietar-me porque acho que não estou a cumprir o meu dever de deixar às gerações futuras (e ao meu filho com 11 anos) um bem precioso que desde sempre foi de todos e que agora está a cair nas mãos de dois tipos de pessoas: Aquelas que permitem os maiores atentados ambientais a troco de favores e que se defendem desses crimes colocando as culpas nos pescadores desportivos alegando que “pescam tudo”. O outro tipo são os tais engenheiros que o post muito bem descreve e são servis dos primeiros.
No meio disto tudo nós pescadores desportivos também temos culpa, porque só nos limitamos a lamentar.
O que está a acontecer no nosso país com estas habilidades de privatização dos rios é o desinteresse crescente das pessoas pela natureza e isso é para mim o pior que pode acontecer.
Quando eu era mais novo, ficava todo chateado quando alguem fazia canoagem no rio Coura, ou Âncora, porque me assutava as trutas. Hoje já não penso assim. Fico contente por ver que há mais pessoas que gostam dos rios, seja para pescar,para navegar, ou para até para fazer piqueniques.
A minha expeiência diz-me que os rios onde ninguém lá vai seja por proibição de pescar, seja por difícil acesso são por excelência os locais onde paraticam impunemente os atentados maciços à fauna. Somos assim levados a crer quem cria este gethos ambientais não poderá boas intenções.
As concessões de pesca para mim acabariam já hoje. O pretexto de há uma melhor gestão é tudo uma treta. O que é são resttrições de acesso que na prática nos desincentivam de ir à pesca. Pesco desde pequeno (tenho 48 anos) e apenas pesquei uma vez numa concessão do Coura.
Não defendo o Salazar para os dias de hoje, mas tenho saudades da liberdade que tinhamos no seu tempo. O dinheiro que ele começou a cobrar pelas liçença foi efetivamente aplicado na pesca. Criaram-se, os viveiros de trutas e formam-se os guarda rios por exemplo. Hoje o que se faz pela pesca? “Privatizam-se” o rios.
Está a chegar a hora de fazermos alguma coisa. Um encontro, talvez, um congresso para debater ideias e acima de tudo tomar iniciativas.
Um Abraço para todos
Caro Paulo Carvalho,
Muito obrigado pelo seu testemunho e seja bem-vindo a este espaço online.
Independentemente da parte mais política do seu comentário, estou plenamente de acordo com muita da insatisfação que manifesta relativamente ao sector da pesca desportiva. Penso que neste país, se passa do 8 para o 80 muito rapidamente sem se aprender nada pelo caminho. Nem tudo o que existia antes estava mal e nem tudo o que existe agora é bom. Aliás, até me parece temos muito mais coisas mal agora do que anteriormente.
Penso que falta gente séria e competente que consiga olhar para estas questões com vontade de fazer mais e melhor, e sem medos de atingir interesses instalados. Enquanto isso não acontecer, há-de continuar o desgoverno e quem se vai rindo serão certamente os furtivos. Já são vários os que fazem centenas de quilómetros só para matar indiscriminadamente em zonas protegidas, com o intuito de realizarem algumas massas razoáveis de forma fácil. E compradores não faltam! O negócio está montado e no final do dia, quem pode censurar estes furtivos?? Quem?? Quem é o vilão no final do dia?? O ladrão, o policia ou o político (gestor público)?? Às vezes, já nem sei … infelizmente, eu e muita mais gente honesta 🙁
Um abraço e boas pescarias …
A placa em causa devia ter sido logo tirada/partida.
A mesma não tem razão de existir, pelo menos no meu mundo, agora dos PL não sei.