Às trutas em Vilar de Mouros – Junho de 2012

Às trutas em Vilar de Mouros – Junho de 2012


Mais um início de dia cinzento, a ameaçar alguma chuva, e eu resolvi voltar a visitar o Rio Coura, desta vez na zona de Vilar de Mouros. Conhecida por ser uma zona muita visitada pelos pescadores de trutas e influenciada pela acção das marés, é também um local onde se encontram alguns bons exemplares de trutas comuns e mariscas. No entanto, ter capacidade para capturar estes exemplares é outra conversa.

Cheguei ao local previsto por volta das 8h30 da manhã. Ainda pensei que tinha concorrência por perto, mas nada disso. O meu era o único carro que ali estava estacionado. Verifiquei que a maré estava relativamente alta e sobretudo que havia uma corrente relativamente forte, a indiciar talvez o facto da Barragem de France estar aberta.

Perante isto, resolvi escolher um material de light spinning para rios com algum caudal. Assim, peguei na cana de 1,8 metros, fio 0,12 da Fendreel e rapala CD-3 RT. Iria começar por atacar a corrente de seixo pequeno até à Ponte romana de Vilar de Mouros, e depois iria começar a trilhar a margem esquerda para jusante.

Os primeiros lançamentos começaram a sair cruzados para a outra margem, ligeiramente para montante, de modo a permitir que a amostra passasse a uma maior profundidade, e portanto, mais perto da boca das trutas. E os resultados começaram-se a fazer sentir!! Não houveram picadelas, mas comecei a ver os primeiros exemplares ariscos de trutas que não conseguiam deixar passar a amostra sem lhe dar uma vista de olhos. Eram sobretudo trutas pequenas, mas fiquei logo com a impressão de que estavam activas.

Fiz o primeiro troço até à Ponte romana em cerca de 15 minutos e não registei nenhuma captura. Entretanto, resolvi deslocar-me para jusante. À medida que fui avançando, notei algum decréscimo na força da corrente e resolvi trocar o rapala pela Mepps Aglia nº1. Algo que até foi bem pensado, pois comecei a entrar em zonas de menor profundidade.

Num dos cotovelos do rio, lanço largo para jusante e para a outra margem, e começo a recuperar. Mal a colher começa a rodar, sinto um toque, cravo e vejo uma pequena truta a saltar a cerca de 30 metros. A contra-corrente, senti alguma dificuldade para a por ao meu alcance, mas com calma lá a fui trazendo. Bem tentou fugir para a minha margem, mas segurei-a. Em poucos segundos, levantei-a!! Uma linda truta do Coura, que rapidamente foi devolvida à água.

Depois desta captura, fui trilhando mais uns metros para jusante, e de forma mais animada, fui batendo as zonas mais promissoras. O desafio era tentar evitar o olhar das trutas, pois as margens estavam com uma altura média de 2 metros, e conseguir lançar nos sítios mais difíceis. Foi algo que fui conseguindo fazer de forma gradual e os resultados começaram-se a fazer sentir. Em cerca de 45 minutos, mexi várias trutas e tirei 3 exemplares de pequeno tamanho.

No entanto, o caudal começou a diminuir bruscamente e não vi qualquer truta de bom tamanho. O que comecei a ver foram pegadas da minha concorrência, que devia ter ali passado um ou dois dias atrás. Com este cenário, comecei de certa forma a desmoralizar. Havia sítios melhores para bater no Rio Coura e não me parecia que as coisas estivessem a correr bem por ali. Sem boas trutas e com condições de corrente bastante débeis, não valia a pena prosseguir.

De qualquer forma, valeu a pena voltar a visitar este local. A densidade de trutas mantém-se a níveis bastante razoáveis, apesar de ter visto só pequenos exemplares. Para tirar as grandes, atendendo à pressão de pesca, só mesmo com condições atmosféricas bastante favoráveis e em dias em que elas queiram morder de qualquer maneira 🙂

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.