Este é um assunto que já estive para trazer para aqui várias vezes, mas só muito recentemente é que consegui uma foto do criminoso. Em várias expedições de pesca ao longo da temporada, tive a oportunidade de me deparar com a presença de pequenos animais negros, de tamanho inferior ao de uma lontra e com caudas bastante curtas, que dão pelo nome de visons. São uns autênticos patrulheiros dos rios e vêem-se muitas vezes a percorrer as margens à procura de comida ou então no meio das pedras, a esconderem-se. Apesar de ter visto os primeiros exemplares na zona do Rio Minho, ultimamente já os tenho encontrado em vários rios da zona norte.
Todos sabemos que esta espécie não é indígena da nossa geografia, e como tal, o seu lugar na cadeia ecológica nacional teve que ser conquistado. São várias as teorias sobre o seu surgimento no estado selvagem em Portugal, mas a mais viável parece apontar para a falência de alguns viveiros que reproduziam estes animais com vista à produção de peles para casacos de senhora.
Independentemente do que terá sido a razão para o aparecimento desta espécie, o que se verifica actualmente é um grande crescimento da densidade populacional desta espécie sem qualquer tipo de controlo. Efectivamente, cada ano se vê um maior número de visons nas margens dos rios, e sobretudo em zonas truteiras. Esta invasão descontrolada parece-me que poderá ter um efeito nefasto significativo sobre as populações locais, nomeadamente sobre a fauna piscícola, pois tenho reparado que estes animais são excelentes nadadores.
Perante isto, penso que está na altura de se pensar em como controlar esta espécie invasora. Há que estudar o actual estado de penetração desta espécie nos ecossistemas e elaborar um plano de controlo eficaz que evite que a mesma tome o lugar de espécies como a lontra ou então que cause uma diminuição significativa da fauna piscícola em determinadas zonas. Sem um controlo directo, parece-me que este tipo de animais podem-se expandir rapidamente pela nossa geografia, com consequências difíceis de prever em termos do equilíbrio ecológico.
As espécies invasoras são claramente um problema que se vem juntar à extrema proliferação de algumas espécies indígenas, como por exemplo, os corvos marinhos. Está na altura de prestarmos mais atenção a estes assuntos, porque sendo nós os causadores directos dos desiquilíbrios, também teremos que ser nós os responsáveis pelo controlo dos mesmos. Isto se quisermos preservar as nossas trutas e a toda a nossa fauna fluvial 🙂



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Boas!
Destes ainda não vi por estas bandas…mas tenho a sensação que a população de lontras por estes lados aumentou!
A causa pode ser bem essa que dizes…havia uns viveiros aí no Norte desses bichos e de uns outros de nome chinchilha para o mesmo efeito! Casacos de luxo…
Abraço
Esta notícia é realmente preocupante, pois no rio Neiva,onde pesco com frequência, é costume ver as lontras e estes pequenos invasores. Na ponte Celta, freguesia de Alvarães, ainda há pouco tempo avistei 3 crias desta espécie, que se esconderam num silvado quando sentiram a minha presença. Estamos a ter forte concorrência, e já se nota o efeito.
Saudações piscatórias
Obrigado por este testemunho e seja bem-vindo ao nosso site.
Parece-me preocupante que estes bichos já estejam no Neiva. Aliás, as trutas da zona já devem ter sentido a pressão da invasão. Com este andamento, eu gostava de saber aonde é que eles vão parar!! Não me admirava nada se, mais tarde ou mais cedo, aparecessem no Zêzere ou no Côa.
Um abraço e boas pescarias,
Pois … havia viveiros. mas nada foi feito para impedir este tipo de situação.
Enfim, agora que o mal está feito era preciso controlar a praga, mas como não há dinheiro, já estou a ver aonde a coisa vai parar.
No final, e se nada for feito, vão ter que ser os locais a tratar destes assuntos … e sempre da forma mais eficaz e mortífera … infelizmente, limpando não só estes bichos, mas também as lontras e tudo aquilo que se meter no caminho do “isco”. Era isso que se podia evitar, desde já.
Vamos ver o que vai sair disto … daqui a alguns anos!!
Um abraço,
Boas,
Tambem pesco no Rio Neiva e já reparaei nestes invasores na zona da Ponte D´Anhel em Sandiães e em Durrães.
Deixo uma dica que pode não agradar a todos mas de certeza reslovia o problema.
Se é permitido a caça a raposa e saca rabos porque tambem não abrir uma excepção para a caça desta especie.
De certeza que ficariamos com o problema resolvido rapidamente e sem custos.
Por mim, apoio a caça. Mas pelo aspecto matreiro dos bichos, não me parece que vá servir de muito. Creio que sem uma acção directa e massiva por parte das autoridades, pouco se conseguirá fazer para conseguir suster o crescimento populacional desta espécie.
Abraço,
com armadilhas parece-me que seria a única maneira de controlar esta recem praga! não estou a ver um batida ao vison a ser realizada 🙂
🙂 Também me parece
http://www.sussexotters.org/pdf/Mink%20Control%20for%20Wildlife%20Conservation.pdf
É mesmo armadilhas, para quem quiser saber mais ta ai o link.
Esta em Inglês.
Abraço