Condições no Rio Torno ou Galhosa – Fevereiro 2013

Condições no Rio Torno ou Galhosa – Fevereiro 2013




Durante o fim de semana, e na sequência de uma visita a Salzedas, na zona de Tarouca, tive a oportunidade de passar no Vale do Varosa e de apreciar um afluente que me pareceu extremamente interessante, que é o Rio Torno ou Galhosa. A fama do rio Varosa como rio truteiro já vem de há muitas décadas, no entanto, a sua produtividade foi reduzida a um mínimo nos últimos anos e poucos são os pescadores que ainda acreditam que seja possível tirar alguma truta neste rio. Aliás, consegui deitar uma vista de olhos ao Varosa numa zona com alguns açudes e a água apresentava uma cor escura que parecia indiciar níveis de poluição acima do razoável. No entanto, quando passei pela ponte do Rio Torno, a situação já me pareceu mais promissora.

Efectivamente, e como podem comprovar pelas fotos, o Rio Torno é essencialmente um rio, que apesar de correr numa zona de vale fértil, tem muita pedra grande e portanto apresenta características de montanha. O seu caudal é relativamente reduzido, mas apresenta níveis suficientes para se realizar um spinning de qualidade, especialmente nas zonas onde se vislumbram açudes ou poços com alguma fundura.

Rio Torno Fevereiro de 2013

Apesar de ter procurado com alguma calma, não consegui ver nenhum peixe na corrente por debaixo da ponte onde me encontrava. A água não me pareceu excessivamente poluída e até me pareceu que tinha condições razoáveis para albergar algumas trutas, especialmente no poço que aparece na foto acima.

Em conversas com as gentes da terra, não fiquei completamente esclarecido, já que poucos sabiam efectivamente o que se passava com o rio. Alguns ainda falaram na falta de peixe e nalguma poluição, mas nunca me deram uma perspectiva inequívoca.

No global, o aspecto mais positivo foi, desde logo, o verificar que o caudal deste pequeno rio está a níveis considerados bons para a pesca da truta. As chuvas dos últimos tempos foram providenciais para dar vida a estes pequenos rios e ribeiros, e se as coisas se mantiverem, vamos ter condições ideais para a abertura. Quanto ao potencial desta massa de água, para mim é uma completa incógnita. Não sei se valerá a pena fazer a viagem para tirar as teimas, mas se alguém souber como as coisas andam e quiser aqui deixar o seu comentário, agradecemos. Ao menos ficamos esclarecidos 🙂

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.