2 horas às trutas na Ribeira de Gondiães

2 horas às trutas na Ribeira de Gondiães




Já no final da manhã de pesca na zona do Alto Barroso, e depois de uma passagem infrutífera pelo Rio Beça, resolvemos tentar mudar a sorte na Ribeira de Gondiães. Entre o rio Covas e a Ribeira de Gondiães, resolvemos escolher esta última por apresentar menos declive e como tal uma menor corrente. Isto era importante, pois atendendo às chuvadas das últimas semanas, convinha arranjar um local onde as amostras pudessem trabalhar perto do fundo do rio. Atendendo ao facto de já terem passado uns dias desde a abertura, não antecipava grande actividade da parte das trutas e só mesmo um isco especial a passar-lhes em frente ao nariz é que as ia fazer mexer.

De acordo com estipulado com o Professor Arlindo Cunha, tínhamos apenas duas horas para bater um troço da ribeira. Eu iria pescar desde a foz da ribeira das Lousas para montante até ao parque de merendas, enquanto ele iria pescar para montante do Parque de Merendas. Já o Engº José Pintalhão ficaria no Parque de Merendas a pescar e a guardar o almoço que só ia acontecer às 16 horas.

Na ribeira de Gondiães caía uma chuva ligeira e o caudal era razoável para a época do ano. Águas relativamente frias e extremamente límpidas traçavam um cenário pouco animador para a faina.

Os primeiros lançamentos saíram com uma Mepps Aglia nº2. Sempre para montante e à procura de trutas que estivessem a alimentar-se nas zonas mais profundas. Bem insisti nas zonas mais apetecíveis, mas durante uma hora andei só a coar água. Nem um toque e nem uma truta visualizada, e isto com condições que me pareceram razoáveis.

Fiz então as primeiras correntes e rapidamente cheguei aos açudes na zona do parque de merendas. O panorama era espectacular …

Ribeira de Gondiães - qualidade da água - Março 2014

Quando cheguei aos açudes já ia equipado com uma Mepps Aglia nº1. Já estava a pescar fino para ver se havia pelo menos uma truta, por mais pequena que fosse, na ribeira. Num lançamento de cerca de 40 metros, lá consigo ver a primeira truta do dia. Um pequeno exemplar de cerca de 10 centímetros que veio cheirar a colher e voltou rapidamente para trás. Pelo aspecto, fiquei com a sensação de que a zona tinha sido bem pescada e que até as trutas pequenas andavam bem picadas. Neste cenário, só um milagre me iria safar!!

Sem muito a perder, resolvi meter um rapala CD-3 RT para afrontar a zona de penhasco por detrás do parque de merendas e a praia. O Engº José Pintalhão já tinha estado na praia a bater com uma colher, mas nunca se sabia. Assim, na zona de penhasco que dá entrada a um bom açude, nem vi uma truta. Bem insisti nas zonas com maior potencial, a deixar o rapala ir até ao fundo, mas sem resultado.

Já sem esperança, resolvi fazer os últimos lançamentos na praia. E foi ali que safei o dia!! Num lançamento junto à margem para montante, e numa zona onde estava uma pedra maior no centro da corrente, consigo cravar uma truta de 24 centímetros. Ela entrou ao rapala com força e depois de uma breve luta, foi capturada facilmente, pois estava a pescar com 0,18. Uma linda truta da Ribeira de Gondiães, com umas cores espectaculares.

Truta 24 cm Ribeira de Gondiães Março 2014

Terminada esta captura, ainda fiz mais 7 ou 8 lançamentos para montante e logo chegou o amigo Arlindo. Tinha andado para montante, mas sem resultados práticos. Ainda tinha visto duas trutas, uma pequena e outra de kilo, mas nem sequer picaram.

Como não podia deixar de ser, mal cheguei ao carro para o petisco, tive que meter veneno ao Sr. Engº pelo facto de ter deixado a truta para mim. Ele lá se desculpou com a amostra, mas nós bem sabemos que ele não se queria molhar 🙂 , portanto ficou automaticamente desculpado.

Enfim, no global foi um início de tarde bem passado que culminou num salutar convívio à volta de uma broa e de um presunto da zona do Barroso, que o Sr. Engº esteve a guardar para nós!! Para repetir brevemente …

Related Posts with Thumbnails


Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.