De volta ao Alfusqueiro – Convívio

De volta ao Alfusqueiro – Convívio


Meados de Abril. Como já é tradição, todos os anos somos convidados pelo Engº Rui Ladeira para um dia de convívio e pesca à truta na zona de Cambra. Desta vez, não foi excepção e como tal juntou-se a equipa do costume para atacar o Rio Alfusqueiro e respectivos afluentes. No total, éramos cerca de 16 pescadores, entre locais e visitantes da zona do Porto e da Maia.

Chegamos a Cambra por volta das 8 horas da manhã, o que significou a entrada ao rio apenas às 9 horas. Com muita conversa e café pelo meio, ainda demoramos a típica hora do costume para a emissão de licenças, planeamento da pescaria e formação das equipas de pesca. Depois de muita discussão, o Jesus e o Miguel lá me convenceram a alinhar com eles na descoberta de mais um quintal. Como o dia estava relativamente quente e com algum sol, achei que as trutas não estariam especialmente activas e portanto, o melhor mesmo, era partir à aventura. Já com o plano quase estabelecido, à última da hora, o amigo Arlindo quis saber o que eu andava a planear. Tanto insistiu, que acabamos por o incluir na equipa. Assim, mudamos as tralhas todas para o carro do Jesus e preparamo-nos para a faina.

Depois dos requisitos do costume, chegamos ao local por volta das 9 horas. O Alfusqueiro, apesar das chuvas dos dias anteriores, apresentava um caudal médio para a época do ano e a água estava relativamente límpida. O troço em questão era um troço médio do rio, onde se juntavam alguns bons poços com umas longas correntes de seixo. Era sítio para albergar algumas trutas!!

Eu resolvi avançar com material de heavy spinning, enquanto que o resto da equipa apostava sobretudo nas Mepps nº2. Iríamos começar no início de um poço considerável e faríamos depois o trajecto para montante. Com o almoço marcado para as 13 horas, tínhamos que estar às 12 horas no carro.

Os primeiros lançamentos saíram na zona do açude. O açude foi quase batido a milímetro durante mais de meia hora e nem truta se viu. Uma situação incompreensível, atendendo à qualidade e profundidade deste local. Comecei a duvidar sobre o comportamento e nível de actividade das trutas.

Sem resultados no açude, avançamos para a corrente imediatamente acima. Lançamento para montante, recuperação e nada. Lançamento para jusante a contra-corrente, começo a recuperar e tenho uma truta cravada na nº3. Ela bem salta e salta fora de água, mas como estava bem presa e eu andava com 0,18, não tardou muito tempo a acabar nas minhas mãos. Um lindo exemplar do Alfusqueiro com 23 centímetros.

Truta 23 cm Rio Alfusqueiro Abril 2014

Com esta captura nas correntes, pensei que o cenário animasse. Durante 10 minutos, e em zonas de corrente, o Jesus teve um bom toque, o Miguel tirou uma truta pequena e eu pensei que a comedia ia começar. No entanto, nada disso. Mal avançamos para o poço seguinte e para uma sequência de correntes profundas, tivemos mais do mesmo. Apenas o Jesus conseguiu fazer uma truta de 24 centímetros, numa corrente relativamente rápida.

Com o final dos poços, entramos nas correntes de seixo e em correntes mais lentas e profundas com fundo de areia e pedra. Durante hora e meia batemos a zona de forma intensiva sem qualquer resultado. Parecia que não havia trutas. Ainda sentimos dois ou três toques, mas as trutas não queriam nada connosco. O tempo estava-se a esgotar … e era preciso voltar para trás.

A pescaria estava feita. Não era dia do pescador, mas sim dia das trutas 🙂 Nem valia a pena insistir 🙂 Com as canas arrumadas e material no carro, foi meia hora para chegar ao local do almoço, onde nos serviram algumas das iguarias da zona de Campia. Durante cerca de 2h30 tivemos que dar luta a uma sopa seca, vitela e outros pratos da região. Um fecho impecável com um excelente convívio para um dia de pesca bastante fraco …

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.