Surpresas à pesca no Rio Lima

Surpresas à pesca no Rio Lima

Mais uma manhã de pesca reservada para atacar o Rio Lima. Depois de acordar bastante cedo, cheguei ao rio por volta das 6 da manhã. O dia estava nublado e portanto estava prometedor para tentar mexer algumas trutas. O problema era que o débito da barragem de Touvedo era considerável e como tal o caudal apresentava-se relativamente difícil para se conseguir capturar algumas trutas.

Mesmo assim, e já que estava ali 🙂 , peguei no material de heavy spinning e dirigi-me à margem do rio. Comecei a lançar numa zona de queda de água. Saíram os primeiros lançamentos, mas nem sinal de peixe. A força da corrente era tal que, ou a colher apanhava algas que estavam a ser arrastadas rio abaixo, ou então nem sequer conseguia entrar nos locais mais fundos e com maior potencial.

Perante isto, resolvi tentar a minha sorte apenas nos poços e nas correntes menos profundas. No primeiro poço, as coisas não correram nada bem. Coei água durante cerca de 1 hora, mas nem sinal e nem toque de truta.

Depois entrei numa corrente menos profunda. Mais do mesmo. A colher estava a funcionar à profundidade correcta, mas as trutas deviam estar coladas ao fundo.

Com este cenário desanimador avancei para o poço seguinte, onde a corrente desembocava num bom redemoinho. Primeiro lançamento, começo a recuperar e sinto um toque. Pareceu-me peixe. Insisti. Durante cinco minutos, nada mexeu. Depois lancei um pouco mais para jusante e comecei a recuperar lentamente. A amostra vinha a meio caminho quando sinto um toque na linha, cravo e tenho resistência firme do outro lado. O peixe arranca para jusante, mas consigo-o segurar “in-extremis”. Depois arranca para montante e lá o consigo segurar também. Sentindo-se bem preso, começou a evoluir no meu sentido e vejo que se tratava de uma savelha. Lá a trabalhei durante mais um ou dois minutos com calma, e quando verifiquei que já estava cansada arrastei-a para o areal onde eu estava. Uma linda savelha de 40 centímetros (foto de capa).

Depois desta captura, resolvi insistir no poço e meti-me numa zona com muitas árvores e onde os lançamentos eram complicados. Mesmo assim, lá dei com um buraco por entre os ramos. Primeiro lançamento, nada. Segundo lançamento, venho a recuperar e de repente sinto um puxão na cana e uma truta a saltar fora de água à minha frente. Cravo e verifico que a truta se mantém presa. Tento puxá-la para mim, mas ela arranca para montante. Dificultado pelo forte arvoredo da zona, tenho que baixar a ponta da cana e tentar trazê-la de rasto, por cima de umas raízes. Lá a consigo manobrar e com alguma destreza deito-lhe a mão. Uma linda truta do Lima com 27 centímetros.

Truta 27 cm Rio Lima Junho 2014

Depois desta captura, resolvi insistir no mesmo local, mas nada voltou a mexer. Entretanto, movimentei-me para outro buraco ligeiramente a jusante. Primeiro lançamento e mal começo a recuperar, sinto uma pancada na linha e cravo uma linda truta com 24 centímetros. Ela bem tentou fugir, mas como o local era mais desimpedido do que o anterior, não tive qualquer dificuldade em colocá-la ao alcance das minhas mãos.

Truta 24 cm Rio Lima Junho 2014

Depois desta captura, o caudal do rio ganhou mais força e a zona tornou-se impescável. Ainda tentei a minha sorte em dois poços, mas rapidamente verifiquei que andava a perder tempo. Como tal, não tardou muito que pegasse no material e rumasse a outras paragens. Atendendo às condições do rio, a pescaria até que não tinha sido nada má. Sinal de que o Lima continua a proporcionar boas surpresas, desde que se saiba onde elas param …

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.