Uma boa marisca do Lima …

Uma boa marisca do Lima …


Depois de uma breve passagem pelo Âncora, que não demorou mais do que 1 hora, e com as condições dos rios de pequeno caudal a tornarem-se insuportáveis, resolvi encaminhar-me para rios de maior caudal, sendo a única opção viável, o Rio Lima. Após uma viagem atribulada pelo vento forte e pela intensa chuva, cheguei finalmente às margens do Lima, a montante de Ponte de Lima.

Numa primeira análise, comprovei imediatamente que a barragem estava aberta e o rio apresentava um caudal forte. A chuva mantinha-se intensa e como tal tudo apontava para que a força da corrente ainda se viesse a intensificar mais. A grande vantagem deste cenário era que o rio não estava ainda com muita cor e não transportava lixo em excesso, permitindo assim a evolução da colher dentro de água e uma maior capacidade visual da nossa parte e também da parte das trutas.

Equipado com material de heavy spinning, comecei a faina numa zona com forte corrente, mas também com espaços mais calmos debaixo das árvores. Insisti nas zonas que me pareciam mais interessantes, mas nem sinal de trutas. Parecia que elas não queriam nada com a amostra.

Sem resultados, fui avançando lentamente para montante à procura de outro tipo de ambiente. Coloquei-me então numa zona de corrente mais viva, onde tinha alguma dificuldade para controlar a amostra, mas onde as trutas podiam estar mais concentradas. Fui lançando e caminhando lentamente para montante e numa zona de pouca profundidade, tenho o primeiro toque com a colher a sair da água. Voltei a insistir com outro lançamento para o mesmo local, e quando a amostra, dá a volta na corrente para se encaminhar para mim, sinto uma pancada seca e cravo a primeira truta do dia. Uma linda truta comum com 17 centímetros que foi rapidamente devolvida à água.

Truta 17 cm Rio Lima Setembro 2014

Com esta primeira captura, avancei para montante e entrei numa zona de seixo rolado, onde a profundidade era ainda menor, mas também a corrente era mais forte. Logo ao primeiro lançamento, vejo uma pequena truta a seguir a amostra, já com ela a querer sair fora de água. No segundo lançamento, a amostra vem a meio do caminho e o telemóvel começa a tocar. Apesar de não responder, começo a recuperar com mais força e quando a amostra vem a chegar aos meus pés, tenho uma pancada seca na colher e vejo uma truta a dar cabeçadas no fio com bastante força. Era um bom exemplar!! Com a chuva e com pouco fio dentro de água, vi-me às aranhas para conseguir sacar o camaroeiro e simultaneamente controlar a truta. O que me valeu, foi o facto de que a truta estava bem cravada e o fio da Trabucco aguentou a pancada. Depois de a deixar cansar um pouco, lá a consegui meter no camaroeiro. Uma linda truta marisca de 39 centímetros. Um lindo exemplar do Lima …

Truta marisca 39 cm Rio Lima Setembro 2014

Depois desta captura, ainda ganhei forças renovadas para continuar a bater a zona, mas as condições começaram a piorar. Com a chuva a engrossar, o caudal do rio começou a subir lentamente, tornando as correntes quase impossíveis de serem pescadas na maioria dos locais. Assim, não tardou muito até que eu tivesse que dar por terminada a jornada.

No global, valeu a pena ir até ao Lima para fazer a despedida da temporada das mariscas. Com um lindo exemplar e com condições difíceis, esta foi uma jornada épica. A chuva caída e a subida das mariscas parecem agoirar algumas boas jornadas até ao final de Setembro, para quem quiser insistir 🙂 🙂

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.