Condições do caudal – Rio Mouro

Condições do caudal – Rio Mouro




Recentemente tive a oportunidade de passar pelo Rio Mouro no seu troço médio e inferior, e pude observar as condições do caudal que se faziam sentir em finais de Dezembro. Depois das chuvadas fortes de Outubro e Novembro, a recente acalmia de Dezembro produziu efeitos visíveis, pois o caudal do rio estava abaixo do esperado para esta época do ano. As correntes apresentavam força média a fraca na maioria dos troços e os poços estavam com capacidade média.

Relativamente à qualidade da água, parecia que estava tudo dentro da normalidade, pois a visibilidade era total e nas zonas de corrente ou quedas de água não havia qualquer indício de espuma. Sinal de que a poluição ainda se vai mantendo arredada deste grande rio truteiro.

No que se refere à temperatura, e atendendo ao frio que se tem vindo a fazer sentir nas manhãs, especialmente no alto da Serra da Peneda, verificava-se uma temperatura bastante baixa, claramente inferior à temperatura do ar. Facto este que só por si poderia justificar a falta de movimentação de peixe dentro de água, porque nem um consegui vislumbrar, mesmo depois de parar em três ou quatro locais diferentes.

Rio Mouro Açude Dezembro 2014

Em termos de actividade de desova, não consegui ver nenhum salmão nem truta nas áreas onde estive. Certamente que estas espécies tendem-se a congregar em áreas muito específicas e portanto, só quem conhece bem os seus locais favoritos de desova é que as pode observar.

No global, as condições do rio Mouro eram razoáveis para a época que se atravessa. Considero, no entanto, que a situação pode deteriorar-se se a chuva tardar em aparecer nos próximos dois meses, podendo assim reduzir-se a eficácia da desova e também o potencial para a abertura da temporada de pesca.

Um último reparo vai para uma situação que reparei na Ponte do Curto. Estavam lá dois carros parados e alguns indivíduos observavam atentamente as correntes (do tipo de quem estava ali há uma hora ou mais). Não sei quais seriam as suas intenções, mas o que vi deixou-me desconfiado. Não vi qualquer acção de pesca ilegal a decorrer, mas pelo aspecto da coisa, podiam estar a fazer o levantamento prévio para depois voltarem em hora menos concorrida. Conhecendo o historial de furtivismo que se vive na zona do Rio Mouro, onde também os espanhóis fazem das suas, não me admira nada que este tipo de situações sejam bastante comuns durante esta altura. É pena é que as autoridades também não façam a observação prévia para depois apanhar esta gente em flagrante … 🙂 Isso é que era!!

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.