Final da temporada geral 2015

Final da temporada geral 2015




Na última sexta-feira acabou a temporada geral de pesca às trutas de 2015. Como é tradição, muitos dos pescadores aficionados deste grande peixe resolveram fazer uma última visita aos locais tradicionais de pesca e eu não podia ser excepção. Cada vez mais, a data do fecho da temporada tem vindo a ganhar importância para os pescadores, pois é sempre uma última oportunidade para se despedirem das emoções deste desporto por mais um ano. Aliás, a confirmar este facto, tive a oportunidade de me cruzar na sexta-feira com vários pescadores, no Rio Neiva, e em menos de 500 metros de rio.

Para trás, fica então uma temporada que deixa saudades para alguns, enquanto que para outros não esteve ao melhor nível. As condições meteorológicas foram razoáveis ao longo do ano, mas denotou-se uma falta das chuvadas mais intensas que marcaram os dois anos anteriores, especialmente na semana da abertura. Assim, a abertura foi relativamente fraca, mas o cenário não melhorou em alguns rios até que chegou a chuva e o calor de Abril. Aliás, chegaram-nos várias queixas de que os rios do interior não estavam a produzir pescarias razoáveis até finais de Abril.

Foz do Rio Labruja no Lima - Fevereiro 2015

No entanto, a situação também não era só má no interior. Mesmo no litoral, a pesca em grandes rios, como o Minho ou o Lima, ou rios de caudal médio a pequeno, como Neiva, Mouro, Gadanha, etc. não foi muito produtiva, especialmente comparativamente a anos anteriores. A densidade de trutas era claramente inferior e os exemplares apresentavam tamanhos bastante reduzidos. Sintoma de que alguma coisa não está a correr pelo melhor na zona do Minho. Simultaneamente, o panorama em termos dos migratórios (salmão, truta marisca, sável e savelha) também não esteve ao nível de épocas anteriores. Houve uma boa entrada nas fases iniciais da época, mas não se viram as quantidades e os bons exemplares do ano anterior.

Obviamente, que isto não quer dizer que não se tivessem realizado boas pescarias e que alguns pescadores não tivessem batido alguns recordes. Efectivamente, este é um ano do qual não me posso queixar em termos de capturas, quer em termos de quantidade, quer em termos de qualidade, mesmo até ao último dia da época. Trutas de kilo não faltaram e poucos foram os dias de pesca que não deram boas surpresas. Aliás, algo que se repetiu também na zona centro com o Mota a facturar em grande e a bater o seu recorde mais uma vez. Efectivamente, e de um ponto de vista global, os rios de montanha e do interior, acabaram por ser muito mais produtivos do que os rios do litoral, quer em termos de quantidade, quer em termos da qualidade das capturas.

Chegados agora ao início de Agosto, os locais onde se pode realizar a pesca às trutas é mais restrito e temos que olhar às zonas de pesca especial até Agosto, às zonas de pesca da truta marisca e às barragens do Gerês. Para quem ainda quer dar mais umas voltas às trutas, estes são os únicos locais que estão livres para permitir uns lançamentos de qualidade. Agora a questão é escolher bem os dias … de trovoada ou de chuva!!

Para quem já ficou satisfeito, começa agora um período de defeso que só vai terminar a 1 de Março do próximo ano. Até lá, muita água vai passar debaixo das pontes … para o bem e para o mal. Com o total alheamento que a pesca tem vindo a sofrer no nosso país, não são de esperar melhorias significativas no panorama, especialmente em ano de eleições … portanto as expectativas não podem ser muito elevadas …

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.