Condições e caudal – Rio Ovelha

Condições e caudal – Rio Ovelha

Há poucos dias passei pelo Rio Ovelha na zona de Amarante e pude comprovar na íntegra como estavam as condições do caudal. Depois de períodos de chuva com pouca intensidade nos últimos dois meses na zona do Marão, o cenário com que me deparei não era muito animador. Efectivamente, o caudal apresentava-se médio a fraco para a altura do ano que atravessamos com as margens ainda bastante sujas, denotando que até ao presente momento, a força da água não tem sido nada de especial.

Quanto à cor da água, não gostei do que vi. Em comparação com o Rio Carneiro, o Rio Ovelha apresentava uma cor muito mais escura, resultado certamente de um maior índice de poluição a montante, no qual a retoma da obras da auto-estrada do Marão podem também ser um facto explicativo. Em zonas com profundidades superiores a 1 metro não se consegue ver bem o leito do rio e isso não é nada promissor para a próxima temporada de pesca às trutas.

Rio Ovelha Dezembro 2015 caudal

Quanto a peixes, apenas consegui visualizar um pequeno cardume de bogas a alimentar-se em zona de água mais parada com alguma profundidade. Não visualizei qualquer exemplar de truta, nem vi qualquer sinal de desova desta espécie.

A nível global, parece-me que a actual situação do Ovelha é preocupante a dois níveis: falta de água e poluição. Se cada uma delas é bastante prejudicial de forma separada, então em conjunto podem ser devastadoras. Penso que mais deveria ser feito para acautelar a qualidade da água deste rio, especialmente no que diz respeito aos efeitos perversos das obras do Marão. Mais uma vez, não queremos prevenir e depois vamos pagar facturas mais elevadas para voltar a repor este rio no seu estado inicial.

Tal como este ano, a ver se no próximo ano também faço uma visita ao Ovelha. Se tudo correr bem, devo ter algumas boas surpresas. O importante é escolher o dia certo 🙂 🙂

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.