À procura de um novo paradigma …

À procura de um novo paradigma …

O texto que aparece abaixo é mais uma reflexão de um dos nossos colaboradores sobre o actual estado da gestão da pesca fluvial e dos recursos piscícolas em Portugal. Aproveito apenas para agradecer ao José David que permitiu que esta opinião pudesse ser publicada.

“Estando a abertura do regime da pesca livre ai á porta levou-me a refletir o estado dos nossos rios (concessionados ou não), a falta de fiscalização e conservação dos mesmos em contraste com o que se passa no resto da Europa é gritante, realmente o panorama nacional é desolador, mesmo quem não conheça os nossos pequenos rios truteiros não pode ficar indiferente as notícias do que se passa com os rios principalmente os internacionais, o rio Tejo é o exemplo, uma vergonha, todos os dias se vê a decadência dessa massa de água sem que ninguém atue.

Quem conheceu os nossos rios do Norte à 40 anos atrás e vê agora o que se passa verifica o completo abandono, que falta faz os guarda-rios, o sepna só atua através de denúncias, ou seja depois da “casa roubada “…, fiscalização não há e quando alguém denúncia situações de poluição ou pesca furtiva quase nunca se resolve, quanto muito uma multa pequena e volta tudo ao mesmo.

Poluição no Rio Coura Covas 2013

Porque não abrir concursos para a manutenção das nossas massa de água, o regime livre deveria ser conservado/concessionado através de concursos para 3 ou 4 anos, fiscalizado e orientado pelo departamento de pesca do icnf ou outro organismo estatal com responsabilidade, como acontece com as estradas pertencentes ao antigo EP agora IP (infraestruturas de Portugal), o contrato de conservação seria pago com os valores disponíveis do estado por distrito para a defesa dos nossos rios e uma quota paga com o dinheiro das concessões de pesca existentes (teriam de pagar o valor real das concessões) a ser regido por um caderno de encargos que permitiria a conservação efetiva das nossas massa de água.

Enfim, espero que futuramente se mude as mentalidades, mas pela confusão que continua no País duvido que se consiga fazer qualquer melhoria.

Abraço,

Boas Pescarias”

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.