Rio Gadanha – finais de Fevereiro 2016

Rio Gadanha – finais de Fevereiro 2016

Considerado já há vários anos como um referencial para a pesca à truta em Portugal, o rio Gadanha tem vindo a perder adeptos e sobretudo densidade de trutas de forma acelerada e bastante significativa. Um dos factores apontados como sendo o principal responsável por esta situação é a poluição que se tem vindo a intensificar deste rio e que é sobretudo atribuído à lavagem do pó das pedreiras e das várias obras realizadas na sua bacia hidrográfica.

De certa forma, a cor da água neste rio confirma a existência desse problema, já que como podem ver o tom castanho predomina levantando dúvidas sobre a qualidade da mesma. Efectivamente, das primeiras vezes que visitei este rio, já há alguns anos, a cor da água era transparente e nada tinha a ver com a que se observa agora.

Mesmo assim, acreditamos que algumas trutas devem ainda subsistir no Gadanha e as condições de caudal são óptimas para que elas se possam alimentar e esconder dos seus predadores. Correntes fortes e profundas, entremeadas por alguns poços e açudes de maior dimensão, onde as águas acalmam um pouco, são aspectos importantes para os pescadores de trutas, pois fazem-nos adivinhar o posicionamento das trutas.

Rio Gadanha corrente finais de Fevereiro 2016

Relativamente à acção de pesca, e tendo em conta o caudal actual, parece-me que o uso de iscos mais pesados, como peixes artificiais e colheres, podem ser bastante produtivos, especialmente se se andar à procura de trutas com dimensões razoáveis. Para as trutas mais pequenas, iscos mais pequenos, mas também relativamente pesados, podem fazer a diferença.

Uma última nota vai para a necessidade de se pensar rapidamente na requalificação da qualidade ambiental deste rio. Com a poluição a aumentar e a densidade de trutas a diminuir, não há-de tardar muito até que o Gadanha passe a ser uma memória longínqua do passado para os pescadores de trutas da zona norte.

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.