Breve passagem pelo Rio Cávado

Breve passagem pelo Rio Cávado


Já no final de um dia de pesca, resolvi reservar uma horita e meia para bater um canto no Cávado que sempre me traz boas memórias. Nos últimos anos, não tenho por lá passado, mas com as chuvas intensas deste ano, achei que havia boas razões para pensar que as trutas estariam por lá.

O dia não estava muito favorável, até porque estava bastante limpo e com uma temperatura amena, mas mesmo assim resolvi esticar fio naquela zona. Cheguei ao local por volta das 17 horas e peguei no meu material mais pesado: cana de 1,8 metros, fio 0,18 e colheres nº3. Ainda tive que fazer uma descida abrupta até ao local de pesca, mas rapidamente começaram a sair os primeiros lançamentos.

A água estava quase parada e encontrava-se bastante transparente, apresentando apenas uma leve tonalidade verde. Não se vislumbrava qualquer sinal de peixe e nos primeiros lançamentos parecia quase que eu estava a pescar numa zona deserta. Lancei e lancei, e fui começando a calcorrear os primeiros metros de margem para jusante, sempre tentando simultaneamente esconder-me na margem e maximizar lançamentos.

Eventualmente e passados 15 minutos de pesca, vejo o primeiro sinal de peixe a mexer à superfície. Lanço para o local e uma pequena truta surge a correr atrás da amostra, mas mantendo sempre a distância de segurança. Insisto para ver se está acompanhada, mas nada disso.

Já com poucas esperanças, avanço para uma zona final do poço. Primeiro lançamento largo, nada mexe. Segundo lançamento, a amostra vem a passar junto a uma pedra e sinto um toque forte com a linha a arrancar de lado. A truta tinha-se cravado sozinha, portanto era só uma questão de gerir o combate. Lá a segurei como pude e verificando que estava bem cravada, comecei à procura do camaroeiro. Tirei-o para fora e depois de 4 ou 5 passagens, consegui meter a truta lá dentro. Uma linda truta do Cávado com 36 centímetros. Um bom exemplar.

Truta 36 centímetros Rio Cávado Abril 2016

Depois desta captura, resolvi insistir no mesmo local. Num primeiro momento, parecia que não havia mais nada dentro de água, mas, ao quinto ou sexto lançamento, vejo uma truta com mais de 40 centímetros a seguir a colher. Parou numa zona de seixo e colocou-se em posição de guarda a cerca de 20 metros de mim. Insisti, insisti e insisti, mas, nem com diferentes iscos e diferentes velocidades de recuperação, consegui mexer a truta desse local. Devia-me ter visto.

Depois deste episódio, avancei mais para jusante e deparei-me com 6 pescadores num pequeno poço onde entrava uma linha de água. Barulho e conversa não faltava, mas, mesmo assim, ainda consegui ter um toque que não me pareceu de truta pequena. De qualquer forma, o tempo disponível para pescar já não era muito e resolvi dar a faina por terminada. Ficou o local marcado e espero voltar brevemente para ver se consigo acabar o resto do trabalho 🙂 🙂

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.