Dia de calor em Paradela do Rio …

Dia de calor em Paradela do Rio …




Depois de andar a picar alguns alevins de lucioperca na barragem de Venda Nova (onde pelos vistos, saiu recentemente uma truta de mais de 3 kilos ao corrico de barco), resolvemos mudar de poiso de pesca e realizar a viagem até Paradela do Rio. Tal como previsto, chegamos ao Café Benfica por volta das 8 horas e depois de tirar as licenças e de uma cafézada, avançamos para o local de pesca. Dentre as várias opções possíveis, decidimos bater a margem esquerda, tentando aproveitar a saída do Cávado e também alguma sombra que se fazia sentir com o sol ainda baixo.

Como era de esperar, pegamos no material de heavy spinning e descemos pelos campos até à margem da albufeira. O nível da mesma era relativamente normal para a época do ano, ou seja baixo, e portanto tínhamos 7 a 8 metros de altura de margem limpa para podermos pescar.

Em termos de iscos, utilizamos de tudo para tentar as trutas. Eu mantive-me fiel ao Black Minnow, mas colheres, rapalas e outras amostras foram utilizadas para tentar mexer alguma truta. Se no início, as expectativas eram altas e o nosso objectivo era capturar alguma truta, no final, o principal objectivo era tentar pelo menos ver alguma truta de jeito.

Efectivamente, e à semelhança de Venda Nova, o calor e o céu limpo, acabaram por ser aspectos determinantes na expedição a Paradela. Por mais incrível que pareça, não haviam trutas a mexer junto da margem. Apenas se viam uns pequenos peixes acardumados que se iam movimentando de um lado para o outro à procura de alimento e de vez em quando tocavam a superfície. Alguns ainda me pareceram trutas, mas no global acho que a grande maioria eram escalos.

Água e alevins em Paradela do Rio Setembro 2016

Durante mais de 4 horas, batemos a margem entre a saída do Cávado e a saída do ribeiro mais a montante. Foram visualizadas duas trutas pequenas e eu não vi qualquer truta de jeito que pudesse merecer uma identificação sequer. Parecia que não existiam trutas decentes em Paradela. O calor e enorme luminosidade do local certamente que estavam a condicionar a actividade estando a maioria delas em zonas bem frescas e relativamente profundas. Muito fora do alcance das nossas amostras.

Assim, e no global, esta visita a Paradela foi inglória. A altura não era a melhor para tentar capturar algumas trutas e ainda por cima as condições climatéricas não ajudavam nada. Perante isto, malhamos até nos cansarmos bem e depois resolvemos abrir caminho até Pisões … As trutas de Paradela vão ter que ficar para o ano 🙂

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.