De volta à Lagoa Comprida …

De volta à Lagoa Comprida …




Depois de uma primeira expedição bem sucedida na abertura da pesca à truta nas lagoas da Serra da Estrela, nomeadamente na Lagoa Comprida, não faltou vontade de repetir a experiência assim que possível. Desta forma, e depois de uma conversa com o amigo Arlindo Cunha, resolvemos marcar uma expedição em duo a esta lagoa. Para agilizar as coisas, tratamos de entrar logo em contacto com algumas pessoas que nos podiam ajudar a arranjar as licenças e em pouco menos de um dia, já tínhamos tudo preparado para voltar à lagoa comprida.

Ao contrário do dia da abertura, as condições meteorológicas para esta nova expedição não eram as melhores, sobretudo do ponto de vista do pescador. Ventos fortes e ameaça de chuva para a parte da tarde, criavam um cenário difícil de aguentar, especialmente para quem estava a pensar pescar no muro ou então na margem de frente para o vento. A ondulação dificultava a visibilidade dentro e fora de água e os lançamentos saíam curtos e bastante desviados. A única coisa boa era que no muro de pescadores na lagoa era muito inferior ao que foi possível observar no dia da abertura. Considerando todos estes factores, nunca nos passou pela cabeça desistir e portanto, toca a atacar a margem mais resguardada. Talvez com o vento e a alteração de pressão atmosférica, as trutas estivessem mais activas e mais dispostas a morder o isco.

Logo, desde início, apostei no Black Minnow, enquanto que o amigo Arlindo escolheu a colher. O plano inicial era pescar até à hora do almoço e depois abandonávamos a faina.

As coisas não podiam ter começado melhor. Logo nos primeiros lançamentos ao minnow, tirei a primeira truta do dia. Cravou mesmo junto à margem, com o minnow a aproximar-se de um pequeno tufo de ervas. Foi só deixá-la lutar um pouco e depois levantar sem grande novidade. Já tinha aberto as hostilidades!!

Seguidamente a esta captura, fomos caminhando para uma zona ainda mais protegida do vento e aí é que se começou a pescar à força toda. As trutas estavam bastante activas e as picadelas iam-se sucedendo de forma imparável, com apenas algumas a ficarem cravadas ao minnow. A mesma coisa estava a suceder ao amigo Arlindo na colher. Em poucos mais de duas horas, já tínhamos que estar preocupados com a contagem global de trutas para evitar entrar em ilegalidades. Para evitar ter que arrancar mais cedo para casa, entramos numa base de catch and release, à procura de algum exemplar maior para finalizar a safra.

Enfim, foi mais um dia bem passado, a provar que efectivamente a pressão da abertura não tinha sido suficiente para espantar todas as trutas da lagoa comprida. Muitas tinham ficado e muitas ainda iriam ficar depois de terminado o dia. As cenas de pesca foram-se sucedendo de forma contínua num ambiente e cenário incomparavelmente belos. Era, por demais evidente, que quer eu, quer o amigo Arlindo estávamos a gostar demasiado do que se estava a passar para terminar a faina. No entanto, era só uma questão de tempo …

Às 14 horas, finalizamos a pescaria. Ele com uma truta de kilo e pico e eu com mais uma truta de 30 centímetros só para finalizar a campanha. Eram mais que horas de deixar as trutas descansadas e começar a pensar noutras andanças. Ficaram as sensações de um dia bem passado e a clara impressão de que vale a pena continuar a visitar este local … Se calhar, ainda este ano!!

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.