Passagem pela Lagoa do Viriato

Passagem pela Lagoa do Viriato




Com o final da temporada de pesca às trutas a aproximar-se rapidamente, resolvemos mais uma vez juntar as tropas e voltar à Serra da Estrela, à procura de repetir os momentos de grandes emoções que temos vivido com as trutas das lagoas locais. Desta vez, e aproveitando a segunda abertura da pesca à morte de 2017 na Lagoa do Viriato, marcamos uma visita a este local. Infelizmente, não conseguimos o número de licenças para o dia da abertura oficial e portanto tivemos que nos contentar com o segundo dia.

De qualquer maneira, como a vontade de pescar era mais importante do que a data, eu, o Dr. Manuel Pintalhão, o Eng. José Pintalhão e o Professor Arlindo Cunha preparamos tudo para mais uma jornada em grande. A ideia era chegar cedo, mas com partida prevista do Porto, seria muito difícil, conseguir bater o pessoal da terra, até porque ainda tínhamos que parar em Tábua para mudar de veículo e apanhar um dos elementos da equipa. Assim, e depois de várias peripécias, conseguimos finalmente estar junto ao muro da Lagoa do Viriato pelas 7 horas da manhã. Ainda fazia algum frio, mas mesmo assim já estavam 4 a 5 carros parados junto às margens da lagoa e viam-se algumas silhuetas espalhadas, acompanhadas das respectivas canas.

Nós estacionamos o carro junto ao muro e em pouco mais de 4 minutos já estávamos prontos para a faina. Fui o primeiro a entrar no topo do muro e a fazer o primeiro lançamento. Comecei com Black Minnow e mal o vinil caiu na água, tive logo um toque bastante forte e a truta não cravou. Fiquei logo nas horas, mas voltei a insistir de imediato. Mais uns lançamentos e outro toque bastante forte, com a truta a saltar fora de água e a descravar-se. A pesca estava a começar mal!!

Entretanto, chegam os meus companheiros ao mesmo local. Armados com vinis e amostras também começam a ter toques e cravadelas, mas sem conseguirem reter nenhuma truta. Ou estavam a dar toques laterais ou então estavam era com sorte. Durante 20 minutos, tivemos vários toques sem se conseguir tirar nenhuma truta e depois as coisas começaram a esfriar!!

Como o remédio era insistir, lá fomos continuando a lançar, até que de repente há um primeiro sinal de esperança. O Dr. Manuel Pintalhão conseguiu cravar bem uma truta arco-íris ao Black Minnow e com alguma calma foi capaz de a pôr em terra. A primeira captura do dia!! Entretanto, eu já tinha tido 3 trutas cravadas e foi só vê-las a cuspir o anzol … Era dia não!!

Para animar ainda mais as hostes, o Dr. Manuel Pintalhão conseguiu repetir a mesma façanha passado 10 minutos. A coisa parecia estar a animar e eu resolvi mudar ligeiramente de lugar. Finalmente, num lançamento mais próximo da margem, consigo cravar uma truta e pô-la em modo de combate. Lá a seguro durante dois minutos e depois de a cansar, meto-lhe a cabeça fora de água e preparo-a para ser arrastada até ao fim do muro. Ela lá foi tentando soltar-se, mas desta vez a sorte estava do meu lado e depois de 5 minutos a arrastar a truta e a saltar do muro para margem, consigo colocá-la do meu lado. Uma truta arco-íris de 34 centímetros que deu uma luta bastante intensa.

Depois de safar a grade, pensei que o panorama ia melhorar substancialmente, mas a subida do sol no céu e o aumento da temperatura foram condicionando a movimentação das trutas e os níveis de actividade foram-se reduzindo de forma gradual. O Dr. Manuel Pintalhão ainda conseguiu tirar mais duas e eu ainda tive vários toques, mas era notória a tendência decrescente.

Com o sol a tornar-se mais intenso e as horas a avançarem no sentido do almoço, a pesca foi-se tornando mais difícil e portanto não tardou até que tomássemos a opção de ir tomar uma bebida fresca e preparar o almoço. Aliás, do lado da concorrência presente na lagoa era também notória a falta de sorte. Ainda vi 3 ou 4 trutas a sair durante a manhã, mas a partir de certa hora o panorama tornou-se desolador. Não valia a pena insistir e para mim estava colocado um ponto final nas expedições à Serra da Estrela durante o ano corrente. Foi uma experiência que espero repetir no próximo ano, e se possível, com mais frequência!!

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.