Edital de pesca no Rio Minho – 2018

Edital de pesca no Rio Minho – 2018


Meus caros,

Como é costume, já está disponível o edital que vai regulamentar a pesca desportiva no Rio Minho na próxima temporada de 2018.

Em 2018, as hostilidades ao salmão, truta e sável abrem a 19 de Março, tanto para a pesca desportiva como profissional. Facto que registamos com enorme agrado, pois foram vários os anos em que os profissionais começavam a dar pancada no peixe, muito antes dos desportivos poderem sequer esticar linha de forma legal. Relativamente ao fecho, dia 30 de Junho para salmão e sável, e 31 de Julho para as diferentes espécies de truta.

Quanto ao robalo, que era uma espécie que permitia a utilização de iscos artificiais todo o ano em toda a extensão do rio Minho, a pesca foi reduzida para o período entre o dia 1 de Março a 14 de Dezembro. Agora, só ficam de fora o achigã e, para quem for mais imaginativo, a tainha!!

Truta 22 cm Rio Minho 31 Julho 2014

Quanto a proibições, convém não esquecer que a pesca do escalo continua completamente proibida e ao nível dos tamanhos mínimos para retenção não houve qualquer alteração digna de nota.

Quem quiser realizar uma leitura mais atenta, segue abaixo uma cópia do edital que devem ler com cuidado (e mesmo imprimir para mostrar às autoridades) se quiserem pescar no Minho em 2018:


Uma última nota vai para o processo de licenciamento. Não se esqueçam que a licença do ICNF apenas é válida para a pesca da margem no Rio Minho. Se quiserem pescar no Âncora até à ponte do caminho de ferro ou no Coura até à ponte de Vilar de Mouros, a licença do ICNF não serve e vão ter que tirar obrigatoriamente uma licença da DGRM. Reforço este aspecto, porque conheço algumas pessoas que continuam a cair no erro de pescar no Coura na zona em causa, usando apenas a licença do ICNF.

Espero que a próxima época se traduza numa melhoria significativa da densidade e qualidade de peixe no rio Minho. Este ano pareceu-me que as coisas melhoraram relativamente aos anos passados, mas ainda falta muito para ver se isto se vai tornar uma tendência de médio e longo prazo, ou se foi apenas um facto conjuntural numa decadência que se tem vindo a acentuar. Numa altura de eleições, convinha que houvesse uma maior mobilização dos pescadores junto das autarquias para que se possa avançar com planos mais estruturados com vista à defesa do nosso património piscícola. Se não, vamos ter que esperar mais 4 anos!!

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.