Mais uns luciopercas …

Mais uns luciopercas …




Com o mês de Agosto a terminar e as opções de pesca a serem cada vez mais reduzidas, resolvi voltar a visitar o local onde tive alguma sorte com os luciopercas do Douro Internacional. Animado pelo resultado da última jornada, voltei com grandes esperanças de fazer algumas boas capturas. Cheguei ao local por volta das 8 horas da manhã e com o sol já a fazer-se sentir na água, resolvi começar a malhar com um rapala CDJ-9 RT. Em vez de começar no sítio exacto onde tinham saído a maioria dos luciopercas, comecei numa baía um pouco afastada, que me pareceu ter boas características.

Durante uma hora, lancei, lancei e lancei, e apenas consegui ter uns toques de alguns pequenos achigãs. Nada de relevante e como tal, pareceu-me que o dia não ia correr muito bem. Com calma, fui avançando e fazendo o trajecto até à zona das capturas. Nem sinal de luciopercas!!

Enfim, com duas horas de pesca já do lado de cá e com as expectativas a diminuir, resolvi ir direitinho ao local mais promissor. Já desanimado, lançamento para uma zona com ramalhos secos, dois toques na amostra e do outro lado peso na linha!!! Nem esquentou!! Lucioperca de bom tamanho a dar cabeçadas e a tentar fugir para a zona dos ramalhos. Tensão máxima na linha e toca a arrastar!! Apesar dos luciopercas darem pouca luta, quando falamos de peixes com peso superior a 1,5 kg as coisas podem-se complicar rapidamente. No entanto, este não foi o caso e depois de manter a cana levantada, já tinha bicho na minha mão!!

A partir daqui foi sempre a andar. A fasquia não baixou do kilo, mas foi sempre acção garantida durante duas horas, até que o calor começou a ser demasiado intenso. Curiosamente, os luciopercas estavam todos acardumados e concentrados num local relativamente reduzido. Ainda tentei alargar a zona de pesca mais uma vez, mas imediatamente se notava que os luciopercas desapareciam. Aliás, o melhor sinal era olhar para os cardumes de pequenos achigãs (10 a 15 centímetros) a movimentarem-se. Em zonas sem luciopercas, não faltavam achigãs, enquanto que nas zonas onde os luciopercas estavam nem sinal de qualquer achigã. Um claro exemplo de territorialidade, onde a espécie mais forte domina completamente a mais fraca.

Bem, com esta faina que me voltou a encher as medidas, terminei as pescarias de Verão no Douro Internacional. Ainda não dei com os Esox e siluros, mas quiçás para o próximo ano vou ter oportunidade de me dedicar a essas espécies.

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.