TFC 2017 nos viveiros de Montalegre …

TFC 2017 nos viveiros de Montalegre …




Com o TFC já na fase final e o estômago cheio, sobraram meia dúzia de pescadores que ainda estavam ávidos de emoções, entre os quais estava eu, o Torres, o Cândido, o Bruno, o Ivo, o Ricardo Lima, entre outros. Sem grandes opções para uma resolução rápida da falta de peixe, resolvi propor a ida aos viveiros de Montalegre. Alguns ainda tentaram torcer o nariz, armados em “snobes”, mas a sugestão foi rapidamente aceite. No entanto, não sabíamos até que ponto o dono do estaminé já teria ou não fechado o tasco. De qualquer forma, resolvemos avançar e logo se via 🙂 🙂

Eram quase 16h40 quando chegamos à porta do estabelecimento e ainda bem que estava aberta!! Não por muita vontade do dono, porque pelo aspecto do mesmo, parecia que já se estava a preparar para arrumar as trouxas. De qualquer forma, entramos logo a matar e antes que o chefe dissesse alguma coisa já estavam quatro canas junto ao tanque da ordem e toca a malhar!! Satisfação imediata!! Mal os iscos caíam na água, os toques eram mais que muitos!! Trutas não faltavam e a voracidade não era pequena. Assim, e como já era de esperar, abri as hostilidades com uma boa truta com mais de 40 centímetros. O mal foi deixá-la engolir o Black Minnow! A partir daí, já não largou mais!! Risadas e palavras encorajadoras do tipo “Já vais pagar” também não faltaram!! Enfim … só invejosos 🙂 🙂

Como devem imaginar, o resto do pessoal conteve-se muito no início, evitando cravar as trutas ou utilizando iscos demasiado grandes ou não apelativos. Quando nada disso resultava e a truta aparecia cravada, lá afrouxavam totalmente a linha a ver se ela descravava e na maioria dos casos era isso que se passava. Enfim, também resolvi aderir à tendência e meti um Sand Eel, até porque estava curioso para ver a reacção das trutas. Espectáculo!! Tive mais toques do que com o Black Minnow, mas cravava muito menos devido ao posicionamento do anzol da amostra. A forma da boca da truta e a maneira de atacar não eram as adequadas ao Sand Eel. Desde logo, pareceu-me o isco ideal para me divertir. Tudo bem, até que na sequência de um lançamento, tenho uma cravadela, levanto a ponta da cana e sinto uma pressão enorme do outro lado. Era claramente peixe e de muito bom tamanho, no entanto, não estava a dar grande luta. Enfim, fui trabalhando o peixe durante cerca de 30 segundos sem saber do que se tratava, até que o consegui trazer à superfície para ver uma grande truta cravada pela cauda com o Sand Eel. Um lindo peixe com uma coloração bastante negra de 1,750 kg que me fez arrumar as botas de imediato. O patrão do estaminé ficou de tal maneira entusiasmado que pegou logo no camaroeiro e até quase que caía dentro de água!! O homem só via a facturação a aumentar à minha custa :):)

Com o peixe fora de água, parei de pescar e meti-me à conversa com o homem que me ia passar a factura mais tarde. Lá me foi contando algumas peripécias, entre as quais, algumas informações bastante importantes como o repovoamento de Paradela do Rio que se fez recentemente com exemplares daquele viveiro numa quantidade de mais de 45000 alevins ou o facto de o viveiro do Torno estar a remodelar a sua estratégia no sentido de reduzir a produção de truta arco-íris e aumentar a produção de truta fario. Enquanto isso, com a noite e o frio, o resto do pessoal começou a perder a noção do que andava a fazer e também tiraram umas trutitas para animar. No final, o resultado global é aquele que pode ser visto nas fotos abaixo:

Apesar de todas as reticências iniciais, esta decisão foi a chave de ouro num evento que mais uma vez me encheu as medidas. Tenho pena de termos sido poucos os que desfrutaram destes momentos, mas só falta quem está e em 2018 já temos lugar garantido. Depois do grande almoço do TFC, nada como uma passagem pelo viveiro de Montalegre para digerir o repasto!!

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.