A menos de um dia da abertura 2018 …

A menos de um dia da abertura 2018 …

E pronto!! Já cá estamos novamente a menos de 24 horas para a abertura da pesca à truta na temporada de 2018!! A grande maioria dos pescadores de trutas esperaram ansiosamente por este dia e agora está na altura de cumprirem mais uma vez a tradição de palmilhar cuidadosamente as margens dos nossos rios à procura de aquele grande troféu que nos escapou no ano passado …

Para refrear toda esta ilusão, temos a realidade das alterações legislativas realizadas há muito pouco tempo e que vieram lançar imensa confusão no seio dos pescadores de trutas. Vários têm sido os pedidos de esclarecimento sobre as alterações na zona de pesca profissional no Rio Lima ou sobre as restrições em termos de espécies que podem ser alvo da pesca lúdica e em que condições. Não se esqueçam de visitar o site do ICNF e tentar obter o máximo de informação possível, antes de avançarem para as margens dos rios. Atendendo ao que já se passou em anos anteriores, acredito que nestes primeiros dias as autoridades estarão presentes e com muita vontade de multar para marcar a sua posição de forma clara, portanto, todo o cuidado será pouco para evitar dissabores, naquilo que deveria ser um momento de descontracção e convívio.

Quanto às condições meteorológicas, e depois de um Fevereiro bastante seco, eis que chega a chuva em plena abertura. Como podem ver pelas previsões do Windguru para Viana do Castelo (figura abaixo), esperam-se períodos de chuva moderada (eventualmente forte em zonas e períodos muito concretos), vento moderado a forte e amplitudes térmicas reduzidas com um intervalo de variação entre os 8 e os 13 graus no litoral. Em montanha, podem ocorrer períodos de neve e temperaturas bem mais reduzidas.

Atendendo aos avisos emitidos e às perspectivas que encontrei em vários sites da internet, não me parece que seja proibitivo realizar a abertura da pesca à truta. Acho que a chuva é qb, mas nada que coloque em perigo o pescador, desde que obviamente saiba o que anda a fazer. O principal perigo deve estar na estrada, onde todo o cuidado será pouco para chegarmos aos nossos destinos sem qualquer tipo de problemas.

De forma mais detalhada, estas condições devem potenciar rios com caudais mais elevados que poderão, nalguns casos concretos, levar a situações de inundação das margens. Isto vai provocar um maior escurecimento da água e levar a uma maior força nas correntes, obrigando à utilização de iscos mais pesados e com maior capacidade vibratória. Adicionalmente, e sobretudo em zonas de montanha, as baixas temperaturas devem condicionar o nível de actividade das trutas, levando a que se movimentem mais nas partes mais quentes do dia. Para conseguir algumas capturas, pode ser necessário afrouxar as recuperações e fazer com que os iscos passem muito rente ao leito dos rios. Nestes locais, acredito que os iscos naturais (sobretudo a minhoca) sejam mais produtivos do que os iscos artificiais.

No global, as trutas devem estar nos abrigos junto às principais áreas de entrada de alimentação, sobretudo no centro ou em zonas de redemoinho nas margens. Assim, conseguir capturá-las vai ser um desafio bastante interessante e com um nível de dificuldade elevado.

Chegados a este ponto, acho que só resta mesmo fazer os últimos ajustes no material e começar a planear a incursão. Com o rio Lima quase todo fechado, vamos ter muita pressão nos outros rios do Alto Minho e certamente não nos vai faltar companhia, desde cedo. É importante ter em conta que nos rios influenciados por barragens, podemos ter alterações súbitas das descargas ao longo do dia que podem condicionar as condições de pesca. Nos restantes, é tentar fazer o melhor com aquilo que encontrarmos!!

Sem mais, uma boa abertura para todos e espero que desfrutem de um dia bem passado nas margens dos nossos rios!!

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.