2ª parte – abertura Gerês – 2018

2ª parte – abertura Gerês – 2018




Depois de terminado o almoço em Sezelhe, estava na altura de procurar climas mais quentes e trutas de maior tamanho. A falta de andamento da parte da manhã tido sido bastante aborrecida e portanto a vontade era de mudar o ânimo a toda a força. Ainda passamos por Pisões, mas a grande concentração de carros e sobretudo o vento frio, eram factores que rapidamente nos puseram fora de combate. Nem as canas saíram do carro!!

Assim, resolvemos rumar a um destino que bem conhecemos e onde normalmente se faturam trutas de qualidade. Chegamos por volta das 14 horas. Tempo mais quente, com algum sol e numa zona relativamente protegida do vento. Realizei imediatamente uma alteração técnica, apostando exclusivamente no Black Minnow trabalhado pela cana de 2,70 metros. O resto da equipa andava entre o Minnow e a tanger nº 3. Começamos a malhar numa zona de primeira categoria. Estávamos, eu, o Vasco, o Ivo e o Ricardo. Logo nos primeiros lançamentos, o Ivo avisa que tinha sentido um toque. Eu, do meu lado, senti a linha dar um sinal estranho numa recuperação. Fui insistindo e em pouco menos de 5 minutos, tenho uma forte cravadela no Minnow. A truta arrancou com força e começou a levar alguma linha. Era um bom bicho, com força qb!! Lá a fui trabalhando com a calma que se exigia e depois de ter pedido ajuda ao Ricardo, foi só tirá-la para fora com o camaroeiro. Uma linda truta de 41 centímetros para abrir as hostilidades!! Nada mau!!

Com esta captura faturada, ainda insistimos mais uma hora no local. Tive quatro a cinco toques em lançamentos, numa zona ligeiramente mais a jusante, mas a truta não investiu com força suficiente. Parecia apenas estar a dar cabeçadas na amostra. Era irritante, mas o que é que se podia fazer?!! Ainda a vi duas a três vezes a vir junto aos meus pés … tinha aproximadamente 30 centímetros e parecia apenas estar a gostar da brincadeira. O resto do pessoal não tirou nada!! Toques aqui e ali, mas sem consequências significativas!!

Com a zona a ficar esgotada, até porque não tinha grande dimensão para 4 pescadores, avançamos para o local seguinte. Muito vento e algum sol. Não me pareciam as condições ideais, mas o Ivo faturou logo ao primeiro lançamento com a tanger. Uma boa truta de 40 centímetros mesmo encostado à estrada e em plena zona de ramalhos. O vento dificultava imenso a acção de pesca, mas mesmo assim ainda insisti durante aproximadamente 40 minutos, até decidir que havia por ali zonas melhores e mais protegidas do vento … e aonde eu já tinha tido toques de trutas em situações anteriores!!

Avisei o Ivo e mudei sozinho de sítio, indo à procura de uma zona abrigada onde entravam duas linhas de água. Saíram os primeiros lançamentos ao minnow, sinto dois toques e vejo uma truta de cerca de 30 centímetros a seguir a amostra. Volto a insistir e mal dou o segundo toque ao minnow depois do lançamento, tenho uma prisão forte na linha e cravo com força!! A truta sentindo-se bem ferrada, salta fora de água e sacode violentamente a cabeça procurando cuspir o minnow. Seguro-a dentro dos limites do material, mas ela, apesar de estar a perder força, continuava a saltar de forma quase contínua. Só quando a consegui meter dentro do camaroeiro é que a festa acabou!! Mais uma linda truta de 42 centímetros, com umas pintas bem marcadas e uma coloração extraordinária!!

Depois desta captura, ainda fiz mais 200 metros de margem, mas os toques cessaram completamente. As trutas estavam apenas localizadas na zona inicial. Ainda insisti em duas zonas mais promissoras, mas sem resultado. Entretanto, o resto da equipa começou a preparar-se para arrancar e eu resolvi fazer o caminho de volta ao carro. O serviço estava feito!! Sezelhe tinha sido uma decepção, mas a parte da tarde colocou a fasquia da abertura do dia 1 no sinal positivo, pelo menos para mim e para o Ivo. Boa acção de pesca com minnow, boas trutas, boas cravadelas e sobretudo bom combate, com as trutas a mostrarem que não estavam para brincadeiras … 🙂 🙂

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.