Bons luciopercas do Douro …

Bons luciopercas do Douro …


Com os primeiros dias quentes de Maio a tornarem-se uma realidade, resolvi testar as águas do Douro a caminho do Porto. O ano passado tinha conseguido uma boa safra de luciopercas num sítio de difícil alcance e agora senti que estava na altura de revisitá-lo para fazer o ponto da situação. Sem grandes preocupações em acordar cedo, porque as manhãs ainda se faziam sentir frias, resolvi fazer-me ao caminho pelas 10 horas, quando o sol já estava bem alto no céu, isto para conseguir chegar ao local previsto pelas 11 horas. O tempo estava bastante ameno e corria algum vento em Figueira de Castelo Rodrigo, mas à medida que comecei a descer para o Douro, o ar foi-se tornando mais saturado e o calor aumentou significativamente. Pelas 11h00, já estavam 30 graus centígrados e eu sentia o sol a queimar na pele.

Preparei a cana de 2,7 metros com fio 0,12 e apostei sobretudo nos Black Minnows para abrir as hostilidades. Os primeiros lançamentos foram completamente improdutivos. Alguns achigãs bastante desconfiados a seguir o isco e nem sinal de luciopercas. O que se via bastante eram cardumes de barbos e outros peixes pequenos a deambular na zona. Era impressionante a densidade destes peixes, e certamente, os luciopercas que estivessem por ali deveriam estar bem alimentados!!

Durante meia hora andei a coar água e a forçar recuperações lentas nos fundões, o que me levou a perder dois minnows (os únicos que tinha de 9 centímetros). Como tal, tive que mudar para os 7 centímetros e entrar numa zona menos profunda. Logo ali, o cenário mudou. Avistei um lucioperca coladinho à margem. Ele viu-me e eu vi-o a ele!! Lançamentos em frente ao nariz e ele mexia-se, mas sem abrir a boca. Resolvi alargar a distância, porque ele não devia estar sozinho e rapidamente tive sucesso. Antes de a amostra chegar ao local onde o lucioperca se encontrava, tive um ataque forte e cravei com violência. O lucioperca ficou bem preso e depois de uma luta fraquinha típica, acabou aos meus pés. Uma boa tábua com 64 centímetros. A forma ideal de abrir as hostilidades!!

Sem sair do mesmo local, voltei a insistir e os resultados fizeram-se sentir. Tudo peixes de bom tamanho, com o maior a tocar os 70 centímetros. E muito bem alimentados. Era lançar e andar!! Estavam todos acardumados numa área circunscrita e iam mordendo de forma alternada. Parecia bom demais para ser verdade …

Escusado dizer que em pouco mais de meia hora já tinha a minha conta de peixe. Já não tinha capacidade para transportar mais, mas os luciopercas não paravam de morder. Para evitar ter que devolver qualquer captura (que não é possível de acordo com a lei), resolvi dar a pesca por acabada por volta das 13 horas. Os meus objectivos já tinham sido cumpridos e os restantes luciopercas iam ficar para a próxima vez. O que mais gostei desta pescaria foi o facto de os ter observado dentro de água e de ter verificado como se comportam quando passa a amostra. Algo que não esquecerei tão cedo …

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.