Mais uma boa truta do Gerês …

Mais uma boa truta do Gerês …


Depois de uma abertura bem conseguida nas barragens do Gerês, ficou o apetite de voltar. O frio do dia da abertura, fora, e sobretudo dentro de água, tinha sido bastante contraproducente do ponto de vista dos resultados e portanto havia potencial para se fazer mais alguma coisa. Assim, e mal tive uma oportunidade, resolvi voltar a tentar a minha sorte, desta vez sozinho. Já tinha algumas trutas marcadas e dessa forma, parecia-me que poderia capitalizar sem grande esforço.

O dia amanheceu com algum frio, mas sem chuva. Algumas nuvens iam cobrindo o horizonte, mas tudo se encaminhava para a presença frequente do sol. Cheguei ao meu destino eram 7h00 da manhã. Nem sinal de pescador. Certamente que o esforço da abertura tinha sido o suficiente para desencorajar uma grande parte do pessoal. Preparei o material de heavy spinning com cana de 2,7 metros, apostando sobretudo no Black Minnow, e comecei a malhar certinho. Ia, sobretudo, atacar as entradas de água e as maiores concentrações de ervas e alimento. Era ali que eu podia esperar algum sinal positivo. Assim, começaram a sair os primeiros lançamentos cirúrgicos!!

Durante toda a manhã, bati todos os meus locais predilectos. Levei três a quatro toques de boa qualidade e vi uma truta com cerca de quarenta centímetros a seguir o isco, mas tudo já bastante espantado. Distância de segurança e sobretudo curiosidade, com toques ligeiros de cabeça sem abrir a boca. Ao mesmo tempo, o sol entrou em força e aumentou significativamente a visibilidade das trutas. Mesmo assim, não perdi a esperança e fui marcando o ponto sem desistir do minnow.

Por volta das 13 horas, cheguei a mais uma entrada de água, onde por caso tinha estado na abertura e até tinha tirado uma truta. Achei que era demais voltar a ter sorte por ali, mas atendendo ao cenário não perdia nada em tentar. Durante mais 1h30, bati o local para cima e para baixo. Tentei diferentes recuperações, mas nada!! Já de volta ao local de entrada, ainda resolvi fazer mais um ou dois lançamentos por descargo de consciência. Primeiro lançamento, nada. Segundo lançamento, nada!!

Enfim, estava a pensar tirar a amostra da linha, quando vejo um peixe a vir à superfície a quarenta metros de mim, mesmo no sítio onde tinha lançado há dois minutos. Bem, lá vai o minnow!! Dois toques de ponteira e de repente sinto a linha a andar de lado. Cravo com força e sinto o carreto a cantar. Arranque forte para jusante, levanto a cana e começo a ver a truta a mudar de sentido. Entretanto, um salto fora de água e mais um arranque para montante. Toca a puxar em sentido contrário com o carreto a cantar. Puxo o camaroeiro para fora e começo a fazer contas à vida. A truta sentindo-se bem presa, foi-se deixando arrastar. Já a cerca de 5 metros de mim, volta a fazer um último arranque. Meto o camaroeiro dentro de água, tento encostá-la várias vezes e só à quinta passagem é que consigo ter sorte. Uma linda truta de 56 centímetros. Mais um exemplar de grande nível a marcar a jornada!!

Com esta captura, fiz duas coisas. Safei a grade e fechei o dia!!

Ainda fui a dois locais adicionais para ver se podia ter alguma sorte, mas entretanto a concorrência decidiu aparecer em força depois do almoço. Por sua vez, as trutas desapareceram definitivamente. Nem mais um toque … Eram 16h30, quando já estava a caminho de casa …

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.