De volta aos luciopercas do Gerês

De volta aos luciopercas do Gerês

Depois de uma visita inicial às barragens do Gerês com resultados mistos, no que diz respeito a luciopercas, eu e o Bruno resolvemos repetir a façanha, mas agora com temperaturas mais quentes. A nossa ideia era que talvez a temperatura tivesse feito os luciopercas subir um pouco mais e entrar em níveis de actividade mais elevados. Na teoria, parecia uma ideia interessante, no entanto faltava passar à prática!!

Como é costume, resolvemos marcar encontro na Makro de Braga às 6h30. Não nos parecia que fosse preciso madrugar muito, até porque as expectativas não eram muito altas. Aliás, eu até queria ter ido às trutas!! De qualquer forma, e depois do ritual do costume, chegamos ao local por volta das 8h00. Ao contrário da última vez, e especialmente do ano passado, nem sinal de pescadores. Quanto ao nível da barragem, bastante elevado. Nada que impedisse a realização de uma sessão de spinning, mas iria certamente criar dificuldades, com muita erva a ficar ao alcance das amostras.

Começamos a malhar com os iscos do costume: vinis. Lançamento atrás de lançamento e apenas alguma erva ia saindo nos anzóis. Carpas não faltavam. Bons exemplares em zonas de pouca profundidade e muita actividade de desova com as carpas a saírem quase fora de água e a fazerem bastante barulho.

Lá entramos numa zona com um declive um pouco maior à saída de uma pequena baía e vê-se um primeiro sinal de peixe. Um pequeno lucioperca a subir à amostra do Bruno, para rapidamente baixar sem morder. Eu como estava num plano superior, vi tudo nitidamente. O Bruno continuou a insistir e à quarta ou quinta passagem, captura o primeiro peixe do dia: um lucioperca com aproximadamente 30 centímetros. Bom para safar a grade, mas nada mais!!

Com esta primeira captura, resolvemos fazer mais um esforço neste local, mas foi inglório. O Bruno ainda capturou outro peixe, mais ou menos do mesmo tamanho, mas a coisa ficou-se por aí. Enfim, nada a reportar, a não ser a vontade de mudar de lugar.

Como tínhamos tempo de pesca limitado, até perto da 13h30, resolvemos mudar de sítio à procura de outras opções. Fomos à procura de uma saída de água que costuma trazer sempre bom rendimento. Mal sabíamos nós que o Joel e o Nuno já por lá tinham andado … De qualquer forma, vimos alguns luciopercas a mexer, mas muito assustados. Mesmo assim, resolvi insistir. Amostras a cair no fundo (duas acabaram bem presas nos ramalhos), mas consegui safar a grade com dois luciopercas de 30 e pouco centímetros. Nada de especial!!

Não satisfeitos com isto, mudamos novamente de local e fomos acabar perto do Nuno e do Joel que também estavam na parte final da faina. Nem tirei a cana do carro. Foi só 15 minutos de conversa. Ambos tinham tirado dois ou três peixitos pequenos e nada mais. Era o veredicto final. Era dia de coar água e não me parecia que este ano fosse ano de luciopercas. Com mais meia hora para queimar, ainda fomos a mais dois sítios rapidamente. Consegui tirar mais um lucioperca pequeno, mas nada de especial.

No global, mais uma pescaria em bom companhia, mas sem nenhum resultado de jeito. Pareceu-me claramente a comprovação de que algo tem que se alterar bastante para se conseguir outros resultados. Tenho algumas ideias sobre como poder obter alguns bons resultados, mas para isso ainda vou ter que esperar … A ver se ainda é este ano!!

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.