Por Paradela do Rio …

Por Paradela do Rio …




Em finais de Junho, resolvi realizar mais uma visita ao Gerês e desta vez com o intuito de perceber como estariam as condições da Barragem de Paradela do Rio. Depois de vários anos sempre com boas capturas nesta barragem, achei que finalmente estariam reunidas as condições para uma visita tardia: nível mais reduzido e previsões de trovoada e de chuva. Efectivamente, a melhor altura para visitar Paradela é muito mais cedo na temporada, já que a barragem abre a 1 de Março, mas o problema é que este ano o nível esteve sempre bastante elevado, e portanto, andar a pescar ao spinning era complicado. Assim, só mesmo em finais de Junho é que me decidi a fazer esta visita.

Passagem às 7h30 pelo café Benfica para levantar a licença, ameaça de chuva no horizonte e às 8h00 estava a malhar. Via-se muito sinal de peixe à superfície. Muitos cardumes a deslocarem-se em zonas muito específicas e muito barbo e bordalo com tamanho razoável junto à margem. Pelos comportamentos, parecia-me que havia muita actividade de desova de ciprinideos a decorrer, mas apenas nos locais mais favoráveis: zonas com areia fina e grossa.

O nível da albufeira ainda estava alto, mas a progressão pelas margens era bastante fácil. Quanto à temperatura da água, já se apresentava a níveis médios, apropriados para a época do ano. Baixa pressão, aspecto de trovoada no horizonte, mas nem sinal de trutas.

Até que a trovoada se começou a chegar demasiado perto, malhei certinho nas zonas mais favoráveis, utilizando sobretudo o vinil. Muito peixe pequeno a deslocar-se, mas nem sinal de trutas. Aliás, os cardumes não demonstravam qualquer sinal de receio relativamente à presença de predadores, o que me pareceu até bastante estranho, demonstrando, possivelmente, uma grande falta de trutas. Apenas os barbos e os bordalos iam perseguindo pontualmente o vinil para dar alguma emoção à acção de pesca. Nem em baías, nem em zonas escarpadas, nem deixando afundar ao máximo. Nada fazia mexer nenhuma truta. Passadas 5 horas de pesca e finalmente com a trovoada a cair-me quase em cima, resolvi abandonar o local sem ter visto ou sentido qualquer truta. Tive dois toques com aspecto de peixe, mas podiam bem ter sido barbos ou bordalos mais afoitos.

Enfim, no global, fiquei bastante decepcionado com aquilo que vi em Paradela, e num dia com condições bastante razoáveis. Efectivamente, fiquei com a noção clara de que este ano não vale a pena lá voltar à procura de trutas e que possivelmente, no próximo ano, só vale a pena lá ir bem cedo na temporada. Aliás, já é a segunda vez que tento lá ir mais para o final da época, sem qualquer resultado. Há que mudar a abordagem …

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.