Mais uma passagem pelo Douro…

Mais uma passagem pelo Douro…




Mais uma visita à zona do Douro Internacional, e como era de esperar voltei a tentar a minha sorte na zona. Com o calor intenso de Agosto a entrar em acção era natural que os peixes pudessem ter picos de actividade em alturas específicas. O que era preciso era apanhar um desses dias e para isso nada como ir tentando …

Num destes dias de sol, resolvi parar num dos meus locais favoritos lá pelas 12 horas. Não era a melhor hora, mas atendendo ao nível do caudal, relativamente baixo, e a alguma nebulosidade que se fazia sentir no local, parecia ter algum potencial. Apesar de não haver vento, a temperatura estava moderadamente quente e fazia-se notar a actividade dos peixes junto à superfície, sobretudo barbos e achigãs.

Peguei na cana de 2,7 metros e comecei a malhar. Apostei sobretudo no Black Minnow, mas também fui metendo outras amostras, sempre que possível. Logo no início, foram-se sucedendo os toques. Sobretudo achigãs de pequeno tamanho que não hesitavam em debicar a amostra, mas eram poucos os que se conseguiam prender … Pelo menos, sentia-se alguma coisa na ponta da linha 🙂 🙂

Durante cerca de meia hora, só deu achigãs, até que cheguei a uma zona com mais cobertura vegetal e menos declive. Naquele local, senti a primeira pancada seca a sério, com o minnow a sair disparado da água, depois de eu ter tentado cravar com força. Escusado será dizer que o minnow vinha todo retalhado!! Bom sinal!!

Voltei a insistir de forma contínua nesse local e foi ali que dei com os luciopercas. Em pouco menos de 1h30 tirei seis luciopercas, com dois deles a apresentaram um bom tamanho e um bom lombo. Estavam em zonas com muita vegetação seca e pouca profundidade, portanto, tinha que se ter muito cuidado com o trabalhar da amostra.

Enquanto durou foi um fartar de vilanagem, mas como tudo o que é bom acaba depressa. tive que redireccionar a minha acção, mal comecei a notar alguma demora substancial em obter nova picadela. Como tal, fui progredindo ao longo da margem e testando novas zonas. Uma decisão que me levou a capturar vários achigãs e alguns luciopercas, mas tudo de pequeno tamanho. Efectivamente, os peixes de maior tamanho pareciam estar concentrados em zonas muito específicas, enquanto a canalha se distribuía por uma área considerável.

Com cerca de 4 horas de pesca no cabedal, resolvi dar a faina por terminada. O vento tinha começado a aumentar de intensidade e o acção de pesca perdeu algum andamento. Como tal, resolvi fechar o tasco naquele local e deixar alguma coisa para voltar mais tarde. Talvez em Setembro haja mais sorte com os peixes a necessitarem de engordar para fazer face ao Inverno 🙂 🙂

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.