Mais uns luciopercas do Douro …

Mais uns luciopercas do Douro …




Com mais uma viagem programada para a zona de Figueira de Castelo Rodrigo, resolvi realizar mais uma paragem na zona do Douro, em plena hora de calor máximo. A ideia era aproveitar a deslocação para ver como estaria o nível de actividade dos peixes, antes de fazer uma incursão posterior, já mais direccionada. Cheguei ao local pelas 12 horas e a temperatura andava nos 30 e poucos graus com tendência crescente, pois o vento não se fazia sentir. Para atacar o local escolhido, peguei na cana de 2,7 metros equipada com linha 0,18 e amostra Black Minnow de 9 centímetros.

Com uma temperatura elevada, era expectável que a actividade de uma grande amplitude de espécies fosse elevada, e foi claramente isso que se notou. Muitos barbos e carpas a deambular e a comer, um pouco por todo o lado. E em zonas com mais ramos e obstáculos dentro de água, viam-se os achigãs à espera, sobretudo, peixes de pequeno tamanho.

Neste cenário, começaram a suceder-se os toques e capturas, à medida que o dia ia aquecendo ainda mais. Os primeiros contemplados foram sobretudo os achigãs de pequeno tamanho, mas também os barbos se mostravam bastante afoitos. Assim, e na sequência de um lançamento curto para uma zona com arbustos, capturo um pequeno barbo de 30 centímetros que deu um bocado de luta. O primeiro indicador de que estavam dispostos a morder independentemente do tamanho e acção natatória do isco.

Depois de facturar o barbo, sinto à frente um pequeno peixe a saltar fora de água em plena fuga de um predador e lanço para lá. Foi só iniciar a recuperação e rapidamente sinto um toque na amostra. Levantei a ponta da cana e do outro lado, vejo um achigã de 30 centímetros a saltar fora de água. Bem que saltou fora de água, mas sem hipótese, pois estava bem cravado.

Entretanto, avancei para uma zona mais fechada e com mais lenha dentro de água. Resolvi apostar em recuperações mais lentas e fui alternando os vinis com os crankbaits. Comecei a sentir uns toques relativamente fortes, mas sem consequência. Parecia que algo não estava bem. Fui insistindo e lá começaram a surgir os resultados. Afinal, do outro lado haviam uns luciopercas a brincar com as amostras. Nada de muito grande, mas de qualquer forma o suficiente para dobrar a cana um pouco e arrastar até à margem. Ainda tirei alguns …

Depois de 3 horas de pesca, e com a temperatura a entrar nos 40 graus, resolvi fechar o tasco. As picadelas iam-se sucedendo, com vários achigãs sempre a tentar morder o isco, mas nada com tamanho suficiente para me motivar. Entre a suadela e a desidratação contínua e os toques pontuais de pequenos achigãs, resolvi terminar a pescaria e avançar para zonas mais frescas onde uma boa bebida me ia ajudar a repor os níveis de água. Da próxima vez, voltaria com mais força e mais cedo para ver o que poderia apanhar 🙂 🙂

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.