Repovoamento de salmões no Minho em 2018

Repovoamento de salmões no Minho em 2018

Apesar de já ter passado algum tempo, aqui fica a informação de que este ano foi efectuada uma acção de repovoamento de salmões no Rio Minho, resultado de uma parceria estratégica entre Portugal e Espanha. Foram libertados mais de 7000 salmões juvenis no início do mês de Maio no troço internacional do Rio Minho. Do lado espanhol, também foram libertados aproximadamente 10000 salmões nos rios Deva e Tea (6600 no Deva e 3700 no Tea).

Para mais informações, consultar notícia original no site ou video abaixo:

Repovoamento de salmões – Minho – 2018

Claramente, este é um contributo pouco significativo para ir evitando a extinção da população de salmões do Minho, que atravessa tempos difíceis, aliás como se confirma pelas palavras das autoridades no vídeo. A juntar isto, soma-se também o facto de o repovoamento ter sido realizado apenas na zona de Tui e Valença, quando claramente as zonas com melhores condições para albergar salmões juvenis estão mais a montante (troço acima de Monção).

Penso que atendendo à destruição do habitat e aos incêndios do ano passado, poderia fazer sentido avançar com uma acção muito mais musculada durante o ano de 2018. A população de salmões sofreu fortemente com a lavagens das cinzas e lamas. Segundo relatos que chegaram ao meu conhecimento, a densidade de cinzas no Mouro foi de tal ordem durante o último Inverno, que o rio corria preto e isto quase certamente eliminou qualquer possibilidade de desova do salmão neste curso de água.

Do lado Espanhol, ainda houve alguma preocupação com o repovoamento de outros cursos de água para além do Minho (nomeadamente os seus afluentes de renome, como o Tea ou o Deva), mas em Portugal, não houve notícia de qualquer iniciativa nesse sentido, ficando rios como o Mouro e o Gadanha (que são locais habituais de desova desta espécie), à mercê da sorte!!! Mais do mesmo …

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.