Repovoamento aéreo de trutas nos EUA

Repovoamento aéreo de trutas nos EUA


Para os que achavam que já tinham visto tudo, aqui fica mais um exemplo do engenho de alguns “especialistas” para realizarem repovoamentos de trutas em grandes massas de água dos EUA. Tal como se pode ver pelo vídeo abaixo, no estado do Utah, o repovoamento de trutas nos lagos é realizado de avião com a abertura de uma porta externa que atira milhares de trutas de uma altura de várias dezenas ou mesmo centenas de metros. O processo parece propício a altas taxas de mortalidade, devido à dimensão da queda, mas pelos vistos, a realidade é diferente, pois os técnicos afirmam categoricamente que a taxa de mortalidade é muito inferior ao transporte terrestre!!

No entanto, e como as palavras não parecem ser suficientes para explicar o que é feito, aqui fica o vídeo:

Com tanta polémica sobre diferentes técnicas de repovoamentos e a sua respectiva eficácia, esta é mais uma situação atípica que nos faz pensar até onde pode ir a imaginação humana. Acredito que potencialmente poderá existir algum benefício no uso desta técnica, mas a sua implementação envolve um custo ainda relativamente elevado, sobretudo para países onde as receitas com a exploração da pesca desportiva, como Portugal, são bastante reduzidas. Caso houvesse vontade de se realizar uma experiência deste tipo em Portugal, existem algumas massas de água onde esta técnica poderia ser experimentada, como por exemplo, as barragens do Gerês ou da Serra da Estrela. Do ponto de vista de eficácia directa ao nível do impacto de recuperação de populações de trutas no respectivo habitat a 2 ou 3 anos, não acredito que esta técnica traga qualquer novidade, pois apenas introduz uma nuance no momento da libertação, não implicando qualquer melhoria ao nível da adaptação ao habitat natural. De qualquer forma, é sempre uma forma original de se realizar um repovoamento de trutas 🙂 🙂

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.