A caminho da desova …

A caminho da desova …




A menos de dois meses do final do ano, é notório que já estamos a entrar em plena temporada de chuvas de Outono, sobretudo na zona Centro e Norte do país. Este é um cenário claramente oposto daquele que se verificou no ano passado, onde a chuva só começou aparecer em força a partir de Janeiro. Assim, e caso se mantenham as condições climatéricas com chuva qb até ao Natal, parece que vamos ter condições para observar uma boa desova das trutas em todos os rios truteiros da nossa geografia.

Obviamente, que tão pouco interessa uma situação de cheias excessivas, já que isso será contraproducente, levando ao arrastamento e perda das posturas. Aquilo que verdadeiramente interessa, é chuva dentro de parâmetros normais que permita o acesso das trutas aos locais de desova e a posterior manutenção da postura em condições de segurança. Assim, também não interessa uma situação de falta de água pós-postura, pois isso poderá também levar à perda dos ovos.

Caso tudo se mantenha nas condições ideais, será possível brevemente começar a ver as trutas a remontar os açudes, com os seus saltos acrobáticos e a juntarem-se em zonas de areão grosso. Nalguns locais, estas zonas ficam mesmo por debaixo de pontes e portanto é possível observar a movimentação das trutas ao longo do dia, bem como visualizar alguns exemplares de bom tamanho … Esta é uma altura em que as grandes trutas têm que forçosamente sair e mostrar-se durante o dia 🙂

Infelizmente, esta é também uma altura de muita vulnerabilidade das trutas, que ficam ao alcance dos predadores, como os corvos marinhos ou as lontras. Simultaneamente, também estão mais vulneráveis aos furtivos que conseguem apanhá-las acardumadas e em zonas de menor profundidade. Portanto, esta é também uma estação que exige maior vigilância por parte das autoridades para evitar razias que podem ter consequências bastante significativas em determinados troços de rio. Agradecemos todo o aumento de patrulhamento que possa ser feito … nomeadamente em zonas de maior congregação de trutas, mas também de salmões, como por exemplo, perto da Ponte do Curto no rio Mouro … Quando chegam os cardumes, chegam logo os carros de artistas dos dois lados da fronteira para começarem a dormir junto ao rio … À vista de todos!!!

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.