De passagem pelo Gadanha – Março 2019

De passagem pelo Gadanha – Março 2019

Durante o fim de semana, e numa escapadela rápida à Loja de Caça e Pesca de Monção do Cerdeira para resolver alguns assuntos pendentes, resolvi realizar uma paragem de meia hora no rio Gadanha para tentar a minha sorte. Como tinha o tempo contado, não podia esticar-me muito e com muita pena minha, pois rapidamente verifiquei que o rio apresentava boas condições para proporcionar uma excelente pescaria.

Assim, e depois das chuvas da semana passada, o rio Gadanha apresentava um caudal com correntes moderadas a fortes, mas com uma cor já a caminhar para o transparente. O nível da água estava ligeiramente acima do normal, mas já estava a descer e com uma temperatura da água moderada para a época do ano. As condições eram as ideais para apanhar as trutas no centro das correntes e com um nível de visibilidade que lhes permitia arrancar atrás de qualquer isco que passasse dentro do seu raio de acção.

Com este cenário, comecei a lançar com uma tânger n-3 dourada com um peso de 8 gramas. Apostei logo nas zonas mais fundas para não estar a perder tempo e valeu a pena. Primeiro lançamento para montante em zona de pouca profundidade, comecei a recuperar, a colher começa a rodar e vejo uma truta a arrancar do lado direito e a engolir totalmente colher. Foi só cravar e apreciar a truta a fazer as suas peripécias dentro e fora de água. Como estava com 0,18 e a dimensão da truta não era considerável, não a deixei brincar muito e como tal, ficou ao alcance da minha mão em menos de 1 minuto. Uma linda truta do Gadanha com 23 centímetros!

Depois desta captura, ainda realizei mais dois ou três lançamentos no mesmo local, mas sem resultados. Como parecia não haver ali mais nada, resolvi avançar para o troço seguinte. Primeiro lançamento, a colher cai mesmo junto a um tronco de árvore a atravessar o rio, começo a recuperar e vejo uma boca a abrir-se e a fechar sobre a colher. Ainda tentei cravar, mas não deu tempo. Era uma truta maior do que a anterior, mas descravou-se imediatamente. Voltei a insistir várias vezes, mas a truta deve ter sentido o ferro dos anzóis e não voltou a entrar.

Entretanto, com o tempo a ficar cada vez mais curto, ainda fiz 3 ou 4 lançamentos numa zona de corrente profunda, mas sem novidades. Pareceu-me que poderia haver potencial para uma boa pescaria, mas outro tipo de compromissos ia ter que estragar a festa. No entanto, fiquei bem impressionado com aquilo que vi e conto voltar ao Gadanha. Só falta mesmo esperar pelo dia certo, senão vai ser perda de tempo com muito coar de água 🙂 🙂

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.