Bons achigãs de Julho no Sabor …

Bons achigãs de Julho no Sabor …




No regresso da minha visita à zona do Douro Internacional, resolvi realizar uma paragem matinal na zona do Sabor. As notícias das últimas pescarias não eram muito animadoras, mas a possibilidade de alguma chuva e de uma redução da pressão atmosférica poderiam ser factores importantes a considerar. Assim, e depois de algum investimento realizado em novo material, resolvi dedicar a manhã de pesca aos passeantes de boas dimensões, mais concretamente passeantes de 36 gramas para tentar todo o tipo de peixe de maior dimensão. Para testar este material, resolvi escolher uma zona com boa concentração de madeira seca dentro de água.

Estava à espera de encontrar a barragem a níveis médios, mas quando cheguei ao local, fiquei impressionado com o nível relativamente elevado da albufeira para a época do ano. Ao mesmo tempo, a água estava relativamente quente e o céu apresentava-se bastante nublado com o pontual chuvisco. Mesmo com o nível acima do esperado para a albufeira, resolvi apostar no sítio que já tinha em mente. A única diferença é que agora tinha de lançar de mais longe e tinha muito mais lenha dentro de água. Isso poderia ser um problema se estivesse a pescar ao minnow, mas a aposta foi quase 100% passeante. Durante a primeira hora e meia de pesca, nem sinal de peixe. Ainda tentei o black minnow e o black eel, mas nada. Viam-se uns achigãs de tamanho pequeno e médio a deambular, mas com muita aversão ao isco. Estavam demasiado próximos da margem para poderem ser enganados, pois muitas vezes conseguiam-me ver antes de ver o isco.

Cheguei a uma zona mais profunda, tipo cabo, onde eu sabia que existia uma forte cobertura de lenha por baixo, mas a 2 ou 3 metros de profundidade. Os lançamentos longos começaram a sair e fui trocando de passeante. Finalmente, realizo um lançamento largo e mal o passeante cai na água, vejo um peixe a explodir na água e a não ficar cravado. Veio ver o que era e deu pancada com o rabo. Mas foi um pancadão!!

Não fica a primeira, toca a insistir. Mais alguns lançamentos, recuperação mais lenta, e a meio de uma recuperação, tenho contacto. Mas que contacto!! Quase que me arrancava a cana das mãos. Assim dava gosto. Do outro lado, vejo um grande achigã a saltar fora de água, mas bem cravado com anzóis triplos nº1 e 0. Foi um mimo trabalhá-lo com fio 0,12 de 11kg e fluor da Seaguar também de 11kg. Deu luta qb, mas sem hipótese. Em pouco tempo, já estava do lado de cá. Um achigã bem encorpado do Sabor!! Comida não falta!!

Depois da primeira captura, já só faltava tirar mais um para ter a confirmação de que o isco era de primeira. Os sinais continuavam a surgir à medida que ia lançando, mas só passado mais uma hora é que voltei a ter mais uma captura, também uma cacetada a meio de uma recuperação e um peixe de bom tamanho. Amostra grande, peixe grande!

Com estas duas capturas, o dia já estava ganho. Fiquei bastante satisfeito de ter apanhado os meus primeiros achigãs ao passeante e ficou sobretudo impressionado com o tamanho dos exemplares que se mostraram quando este isco passava. O peixe pequeno não mexia, apenas se via peixe grande a dar sinal. Alguns vinham mesmo atrás do isco, coladinhos, e a fazer uma onda tipo “jaws”. Cena de filme para repetir brevemente 🙂 🙂 e se possível a trocar de parceiros com lúcios de grande tamanho!!

Related Posts with Thumbnails


Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.