Cana de spinning – Sert Shaper 1802

Cana de spinning – Sert Shaper 1802




Já há mais de um ano que andava à procura de uma nova cana de spinning de 1,80m, depois de ter partido a minha fiel companheira de mais de 6 anos. Como pratico pesca ao spinning com amostras médias e pesadas, fazendo um uso bastante regular de peixes artificiais, necessito sobretudo de uma cana de acção média e com alguma rigidez de ponta.

Tinha em mente comprar uma cana de 1,80 inteiriça, mas tal revelou-se quase impossível, pois, após visitar várias lojas, não vi nenhum modelo que me agradasse. As canas inteiriças tendem a ser mais resistentes e trabalham por todo, enquanto que as seccionadas tendem a apresentar pontos de maior resistência (nos encaixes) e como tal, fazem uma distribuição mais irregular da força e tendem também a partir mais facilmente. A única desvantagem das canas inteiriças é o tamanho que têm, dificultando o seu transporte.

Bem, depois de alguns meses de busca e após comparar várias canas em termos de preço-qualidade, finalmente encontrei o que pretendia numa loja de pesca do Porto. Resolvi comprar uma cana marca Sert, modelo Shaper 1802, construída com High Resistant Carbon (que eu penso ser carbono … relativamente ao High Resistant, só o tempo me dirá se é resistente ou não, pois andamento não lhe vai faltar 🙂 ). Esta cana pesa 100 gramas, é constituída por 2 segmentos de 96 cm (aproximadamente) e tem uma acção entre os 6 e os 15 gramas. Depois de a testar na loja de pesca, constatei que a mesma apresenta um equilíbrio bastante bom para trabalhar com um carreto com aproximadamente 200 gramas de peso e tem uma acção de ponta rígida com alguma flexibilidade. Esta acção de ponta era quase idêntica à que eu tinha na outra cana de 1,80m inteiriça e parece-me a ideal para trabalhar os peixes artificiais, cravar com força e ainda ter alguma flexibilidade para combater o peixe e evitar rupturas de linha em situações mais bruscas.

Numa primeira apreciação, gostei imenso da forma dos passadores, do seu espaçamento e do alinhamento que os mesmos apresentam. Isto denota cuidado na construção da cana e promete oferecer menor resistência nos lançamentos, tornando-os mais longos. O punho também me parece muito bem conseguido, proporcionando um cabo com algum tamanho para reduzir o cansaço do punho durante sessões de pesca bastante exigentes.

Obviamente que ainda me falta testar esta cana em situação de pesca real, mas o que vi até agora deixa-me animado, especialmente se atendermos ao preço, que ficou por cerca de 23 euros, após a aplicação do respectivo desconto. Atendendo à vida complicada que estas canas têm na minha mão, já fico satisfeito se durarem pelos menos mais de 2 anos. Se assim for, os 23 euros foram bem gastos.

Aqui fica a minha opinião relativamente a esta cana, sendo a mesma de cariz pessoal. Se tiverem já alguma experiência com este modelo específico, também agradecemos se puderem deixar a vossa opinião através de comentários a este post.

Para mais informação sobre esta marca francesa ou sobre os produtos que comercializa, podem sempre visitar o site da Sert.

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.