Com o vislumbrar de mais uma temporada de pesca às trutas, está na altura de rever algumas das sondagens que têm vindo a correr neste site e de propor novas vertentes. Assim, e depois de mais de 6 meses online, está na altura de resumir os resultados do inquérito sobre a modalidade favorita de pesca às trutas dos nossos leitores e colaboradores.
Primeiro, gostaria de agradecer a todos aqueles que participaram e deram o seu contributo para esta sondagem, que acabou por ser a mais participada de todas. Tivemos 264 votações e isto permitiu-nos ter uma ideia das preferências de quem nos visita.
A questão, como bem se lembram, era sobre a modalidade favorita de pesca à truta. Como o site é destinado sobretudo a quem pesca ao spinning, não foi de estranhar que 39% dos participantes escolheu o spinning como sua pesca de eleição. Seguidamente, ficou a pesca à minhoca com 26% dos votos, e em terceiro lugar, ficou a pesca à mosca com 15% dos votos. As restantes modalidades ficaram com pontuações residuais.
Apesar de uma maior predominância dos pescadores ao spinning, foi agradável verificar que também atraímos outro tipo de público, nomeadamente os pescadores aos iscos naturais, e mesmo alguns pescadores ligado a pesca à mosca. Isto significa que todos podemos conviver dentro do mesmo espaço, desde que tenhamos tolerância para as diferenças.
Para uma visão mais detalhada dos resultados, podem ver a figura abaixo:
Já a trabalhar para a abertura de 2013, resolvemos avançar com uma nova sondagem. À semelhança do que fazemos todos os anos, perguntamos em que zona de Portugal é que estão a pensar fazer a abertura da pesca à truta neste ano. Isto permite ter uma ideia da localização da maioria dos pescadores nesse dia, sem ter que se divulgar o rio exacto onde o pescador pretende pescar. Portanto, estejam à vontade para colocar o vosso voto na sondagem 🙂
Quando estivermos mais próximo do dia 1 de Março, poderemos ter uma ideia mais clara sobre a distribuição da nossa concorrência, até porque vicio é que já não falta! O voto pode ser colocado no final da coluna direita do blog.




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Boa noite, em relação com a opinião do autor do estudo sobre as colheres pequenas, e algum comentário sobre essa questão feito já neste foro, gostaria de fazer uma série de apontamentos. Primeiro que sou habitual utilizador em algumas situações de colheres do nº 0 e 00, não por gosto, senão por necesidade. evidente que num rio de grande ou médio caudal e/ou forte corrente não vão ser usadas colheres pequenas, mas nem todos os rios são assim há ribeiros, rios pequenos ou médios com
muita largura e pouca profundidade. Nos ribeiros já é difícil não ser visto pelas trutas, há que pescar a montante e uma colher do nº1 já faz um barulho enorme ao cair na água, é necesário lançar com a maior suavidade possível e para isso usar colheres menores. Noutros rios maiores mas largos e com relativamente pouca profundidade, com fundo de seixos de diferentes tamanhos e correntes muito dispersas, é muito dificil controlar desde a distância todos os obstáculos durante o trajecto da colher, colheres grandes logo prendem no fundo.
Com colheres de nº 0 e 00 a pesca continua a ser selectiva, tambem não se apanham as trutas de 10 cm, e ainda bem, graças a Deus. O que acontece é que quando uma truta fisga com os tres anzóis à vez, é impossível não magoa-la, devolve-la à água sem aleixa-la, e difícil que um dos triplos não tenha perfurado perto do cerebro. Acho que a discusão não deve ser colher de tamanho grande ou colher de tamanho pequeno, e tampouco colher com três anzóis com barbela ou três anzóis sem morte; deve ser falado e consensuado se devemos pescar, aqueles que gostamos de ficar com ele e comer o peixe, com amostras de um só anzol, que na minha opinião são as únicas que garantem devolver as trutas sem talha mínima legal em condições de sobrevivência.
Quantas vezes se apanham trutas sem medida às que lhe sai um anzol por um olho?, algumas nem se mexem ao pô-las na àgua, outras nadam com dificuldade, todas morrem. Pronto, a lei diz que há que devolve-las porque ainda que morram servem de refeição a outros peixes, é o único consolo. Tudo bem, mas eu não gosto de matar trutas peqenas,(mas às velhas não lhes tenho misericórdia!), é um estrago, sinto-me como se estivesse num quintal pisando as verduras com os pês. Aí é que lhes dou a razão aos pescadores à mosca.
Agora, pegar numa colher e cortar dois anzóis não é a solução, as colheres são desenhadas para ser compensadas e ter uma rotação adequada,necesitando do peso dos três anzóis para trabalhar bem. Mas felizmente já começam a aparecer modelos com um só anzol disponíveis por perto, porque a legislação em alguma regiões de Espanha já não permite colheres com tres anzóis.
Sou ciente de que a população de trutas esta em claro declínio, e que uma das causas é a elevada pressão de pesca, mas também sou incapaz de ir pescar se não tenho a hipótese de ficar com o peixe; por isso estou disposto e agradeceria que os responsáveis da legislação portuguesa amavevelmente me obrigasem por lei a utilizar colheres de um só anzol, mais respeitosas com as trutas que devem ser devolvidas; antes isso do que acabar por proibir a pesca com morte, que é o que pretendem alguns talibãs, aí é que virava a casaca e começava a ir aos robalos.
Boas noites e desculpem, estava com vontade de escrever, sera que vem o fim de semana.
Obrigado por este excelente contributo PingoDoce.
Eu normalmente não baixo das colheres nº1, mas acho que as 0 e as 00 são muito mais eficazes em ribeiros pequenos.
Penso que a discussão é claramente entre morte e não morte, e sobre a necessidade de tentar devolver as trutas nas melhores condições possíveis. Acho que é muito difícil conseguir evitar danos a 100% quando se pesca com anzol, seja ele de que tipo for. Mesmo com anzóis simples, existem algumas trutas que se cravam pelos olhos … Obviamente que os triplos tem efeitos ainda mais negativos.
A legislação deve procurar minimizar o efeito das amostras sobre a saúde das trutas, mas não caindo no exagero. Acho que é preciso estudar mais esta questão e ir melhorando as nossas técnicas de pesca. A lei não pode fazer tudo e parte deste trabalho tem que ser realizado por nós e pelas empresas produtoras de artigos de pesca.
Um abraço,