Como customizar colheres?

Como customizar colheres?



Muitas vezes compramos sempre os mesmos modelos de colheres e pescamos sempre da mesma forma. Esta rotina não passa despercebida às trutas, pois cada vez mais se mostram indeferentes às nossas amostras. Truta que tenha sido picada por anzol de colher torna-se desconfiada relativamente a estes iscos, mesmo em situações favoráveis para a prática do nosso desporto. Perante isto, o pescador que ter sucesso nos nossos rios, especialmente nas zonas livres que são alvo de pesca intensiva desde a abertura, tem que improvisar e oferecer diversidade às nossas trutas.

Isto, obviamente, não tem que implicar a compra de colheres diferentes, especialmente quando aquelas que utilizamos normalmente têm um trabalhar perfeito dentro de água. Portanto, a solução é customizar estes iscos. Para tal não é preciso muito, basta transportarmos connosco isqueiro, alicate, caneta de tinta permanente e chumbos préviamente preparados para aplicar no eixo central da colher. Munidos destas ferramentas, não há razão para não lhes darmos o que elas querem, quando elas querem! Senão vejamos.

Caso 1! Dia claro, águas límpidas, a colher dourada não é suficiente, pois as trutas parecem que nem se mexem. Solução: queimar a folha da amostra para lhe dar um tom mais escuro e/ou pintar a mesma com a caneta de tinta permanente para lhe dar uma tonalidade especifica. Como sempre, pode não se acertar à primeira, portanto convém ir experimentando até encontrar a cor ou combinação de cores que são mais prolíficas num determinado dia.

Outro caso! De repente, surge uma corrente com alguma profundidade e a amostra não afunda o suficiente. Solução: acoplar de forma firme algum chumbo ao eixo central da amostra, de modo a aumentar o seu peso e assim pescar a mais profundidade. A aplicação deve ser realizada e ajustada com o alicate de forma a que o peso extra não afecte a rotação da pala. A colher deve ser posteriormente testada até que gire de forma perfeita e à profundidade pretendida. Normalmente, a colher que mais se adequa (na minha opinião) a este tipo de transformação é a Aglia TW, pois apresenta um eixo longo (ver foto).

Tal como em muitas outras coisas na vida, flexibilidade e capacidade de adaptação são chaves para o sucesso. E neste capítulo, a pesca não destoa! Importa ter sempre à mão os meios para uma mudança rápida de estratégia. Quem tiver dúvidas que pergunte ao Sr. Torres Pereira que é homem para fazer 20 a 30 trutas no rio Olo, por alturas de Ermelo!  Eu já o vi a trabalhar na customização das suas colheres e estou convencido!

Related Posts with Thumbnails




Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.