Isto, obviamente, não tem que implicar a compra de colheres diferentes, especialmente quando aquelas que utilizamos normalmente têm um trabalhar perfeito dentro de água. Portanto, a solução é customizar estes iscos. Para tal não é preciso muito, basta transportarmos connosco isqueiro, alicate, caneta de tinta permanente e chumbos préviamente preparados para aplicar no eixo central da colher. Munidos destas ferramentas, não há razão para não lhes darmos o que elas querem, quando elas querem! Senão vejamos.

Caso 1! Dia claro, águas límpidas, a colher dourada não é suficiente, pois as trutas parecem que nem se mexem. Solução: queimar a folha da amostra para lhe dar um tom mais escuro e/ou pintar a mesma com a caneta de tinta permanente para lhe dar uma tonalidade especifica. Como sempre, pode não se acertar à primeira, portanto convém ir experimentando até encontrar a cor ou combinação de cores que são mais prolíficas num determinado dia.
Outro caso! De repente, surge uma corrente com alguma profundidade e a amostra não afunda o suficiente. Solução: acoplar de forma firme algum chumbo ao eixo central da amostra, de modo a aumentar o seu peso e assim pescar a mais profundidade. A aplicação deve ser realizada e ajustada com o alicate de forma a que o peso extra não afecte a rotação da pala. A colher deve ser posteriormente testada até que gire de forma perfeita e à profundidade pretendida. Normalmente, a colher que mais se adequa (na minha opinião) a este tipo de transformação é a Aglia TW, pois apresenta um eixo longo (ver foto).
Tal como em muitas outras coisas na vida, flexibilidade e capacidade de adaptação são chaves para o sucesso. E neste capítulo, a pesca não destoa! Importa ter sempre à mão os meios para uma mudança rápida de estratégia. Quem tiver dúvidas que pergunte ao Sr. Torres Pereira que é homem para fazer 20 a 30 trutas no rio Olo, por alturas de Ermelo! Eu já o vi a trabalhar na customização das suas colheres e estou convencido!


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