Pescar com artificiais afundantes: crankbaits.

Pescar com artificiais afundantes: crankbaits.

Para aqueles de nós que têm sentido algumas dificuldades em pescar com peixes artificiais afundantes, quer seja por medo de os perder ou simplesmente por falta de prática, existem alguns conselhos que podem ser úteis e eventualmente fazer a diferença no momento da verdade. Quando falamos de peixes afundantes neste post (crankbaits), estamo-nos a referir a peixes artificiais que afundam, à medida que aumentamos a velocidade de recuperação. Em termos de modelos, os nossos referenciais são o salmo hornet ou o rapala shad-rap, quer nas versões floating ou sinking.

Apesar de à primeira vista parecer relativamente fácil pescar com estes iscos, existem sempre alguns truques que podem ajudar a aumentar a sua eficácia nas massas de água. Desde logo, o mais importante é conhecer bem a massa de água que se pretende pescar, nomeadamente a profundidade e configuração do fundo. Não vale a pena utilizar peixes artificiais afundantes em áreas que não tenham pelo menos 1,5 a 2 metros de profundidade ou onde existam muitos obstáculos proeminentes, como sejam troncos de árvores ou ramalhos secos. Nestas condições, a capacidade natatória do nosso peixe artificial vai estar sériamente diminuída e temos grandes probabilidades de o perder. Se estivermos a pescar com um crankbait e entretanto avançarmos para uma zona menos apropriada, é preferivel trocar imediatamente de amostra.

Um outro aspecto importante é controlar a natação do nosso peixe artificial. Convém olhar para a amostra e verificar se ela está a nadar de forma correcta. Isto sobretudo depois de uma captura ou depois de termos realizado muito esforço para a soltar de uma zona onde estava bem presa. Caso a natação não seja a mais correcta deve-se tentar mudar o nó, verificar se existem danos no bibe da amostra e mudar o posicionamento da argola onde atamos a linha de pesca. Este tipo de cuidados pode melhorar significativamente a prestação do peixe artificial.

Finalmente em termos de acção de pesca própriamente dita, convém evitar recuperações monotónas. Afiar as laterais do bibe da amostra, alternar velocidades de recuperação, fazer paragens na recuperação e dar sacudidelas rápidas no isco, podem desencadear o ataque de uma truta mais hesitante. Obviamente que a confirmação do valor destas técnicas só virá com a experiência. De qualquer forma para verem como alguns dos profissionais tratam estes assuntos, nada como ver o vídeo abaixo do YouTube:

Apesar deste video se dedicar principalmente aos pescadores de achigã, os ensinamentos que dele se retiram servem para qualquer tipo de pescador de spinning. Os pequenos truques que são apresentados, bem como os diferentes tipos de recuperação visualizados dentro de água, são informação valiosa para quem quer pescar à truta com peixes articiais. Claramente que toda a situação apresentada reporta-se a uma pesca de barco, no entanto, na pesca da margem, há apenas que fazer algumas ligeiras alterações em função da profundidade das margens.

Espero que a informação seja útil.

Abraço e boas pescarias 🙂

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.