Zona de Covas em Julho …

Zona de Covas em Julho …

Depois de uma tarde de grandes emoções no rio Coura, estava na altura de voltar ao ataque e realizar o fim de tarde na zona de Covas. A vontade de tirar algum bom exemplar levou-me a parar o carro na proximidade do início da Barragem. Era por aqueles lados que eu iria tentar a minha sorte, esperando que as trutas entrassem em frenesim alimentar no final do dia … aliás, mesmo a alguma distância da margem, já era possível visualizar alguma actividade mosqueira por parte das trutas. O cenário prometia 🙂

Apesar da maior dimensão e largura do local de pesca, resolvi manter o meu equipamento de light spinning, pois o caudal era relativamente reduzido e não se fazia sentir a força da corrente. As trutas deveriam estar bastante desconfiadas e com pouca vontade de arriscarem a vida.

Entrei ao rio e comecei a realizar os primeiros lançamentos. A água estagnada e o caudal reduzido formavam uma mistura explosiva para quem se queria a aproximar das trutas sem ser notado. Isto numa zona onde as margens são bastante íngremes. Havia que tentar lançar o mais longe possível. Os primeiros lançamentos foram pouco produtivos. Apenas vi algumas trutas a seguir a amostra, mas sempre a distâncias de segurança bastante confortáveis. Não havia grande vontade de arriscar. Num dos cotovelos mais fundos do rio, vejo duas trutas com mais de 30 cm também a seguir o comportamento das suas congéneres mais pequenas; ou seja a seguir o isco de longe.

Bem, perante isto, fui avançando para jusante à procura de maiores profundidades e de locais onde as trutas estivessem menos tocadas. Logo numa primeira entrada, tenho logo um sinal positivo. A amostra entra na água, é recuperada lentamente e quando vem a chegar perto de mim, vejo uma truta a arrancar como um raio debaixo da minha margem e a atacar a amostra. Ah, bicho com força!! Cravou-se com tal violência que não me deixou outra hipótese a não ser levantá-la imediatamente fora de água. Era mais um belo exemplar do Coura, apesar de não ter o tamanho mínimo. Voltou rapidamente ao seu meio natural.

Com esta captura, mantive a minha rota para jusante, pescando de forma milimétrica todos os recantos e as capturas foram-se sucedendo. Era impressionante como as trutas naquele local já estavam com um comportamento completamente diferente. Atacavam e atacavam. Em cerca de uma hora e meia, tirei cerca de 7 trutas, tendo quase todas elas um tamanho superior ao limite mínimo. Algumas andavam simplesmente a mosquear e eu vi-as desde longe, enquanto outras apareciam de forma inesperada e cravavam-se violentamente na amostra. Estava a ser uma sessão em cheio. E as trutas tinham umas cores divinais … era demais ..

Enfim, só mesmo o demorado da hora é que me fez pensar em regressar a casa. O final de tarde estava a correr de forma excelente. As trutas estavam em actividade e eu estava a desfrutar de alguns lances bastante interessantes. Mesmo em zonas com forte presença de folhas à superfície, ia conseguindo tirar trutas, através de uma colocação exacta da linha nos corredores livres. Estava mesmo a dar gosto 🙂

Já mesmo no final da tarde e próximo da entrada de água na Barragem, vi claramente 7 ou oito trutas à mosca. De forma seguida e sincronizada, iam-se erguendo para apanhar o que estava a ser transportado pela corrente. Duas delas tinham um bom tamanho. Ainda lhes estraguei a festa ao por a amostra a descer a corrente, mas sem resultados práticos. Apenas vieram observar aquele estranho isco.

Enfim, este fim de tarde foi o fecho ideal para uma sessão de pesca dedicada ao rio Coura em que se viveram emoções impressionantes. A voracidade das trutas e os ataques à amostra fizeram-me ter vontade de lá voltar o mais rapidamente possível. Se calhar só no próximo ano … mas nunca se sabe!!

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.