O primeiro sável de 2015 no Lima

O primeiro sável de 2015 no Lima

Meados de Maio e mais uma incursão bem cedo no Rio Lima. Como ainda estava dentro da época legal de pesca ao sável neste rio, resolvi tentar a minha sorte em algumas das zonas que considero terem mais potencial para a pesca desta espécie. Atendendo a várias condicionantes e sobretudo ao trabalho dos pescadores profissionais, é muito difícil conseguir saber exactamente onde é que os sáveis estão e se estão dispostos a picar.

Enfim, cheguei ao rio Lima eram 5h35 da manhã. O céu já estava claro e o sol quase a romper. Artilhei o meu equipamento de heavy spinning e fiz-me à margem do rio. Mal cheguei, notei que o caudal estava em baixo e a corrente era apenas a suficiente para agitar ligeiramente a entrada dos poços. Ao mesmo tempo, o tempo estava relativamente quente, o que ajuda sempre em termos de actividade do sável. Estava eu a dirigir-me ao local de pesca, quando vejo uma rede colocada na paralela à margem do outro lado do rio sem ninguém a guardá-la. O barco estava na minha margem e nem sinal de pescadores.

Enfim, comecei a pescar a montante da rede para tentar evitar o seu efeito sobre os peixes que por ali pudessem andar. Os lançamentos começaram a sair para a outra margem e logo no terceiro ou quarto lançamento sinto um ligeiro toque na amostra. Já tínhamos assunto!!

Mais 10 minutos de lançamentos e numa recuperação lenta, sinto um ligeiro toque e cravo com força. A linha desloca-se para jusante e começo a trabalhar um sável de tamanho médio. Ele arrancou para jusante e levou algum fio, mas depois voltou para montante e começou a dar voltas a tentar puxar a amostra para o fundo. Lá o fui segurando e controlando dentro do possível, mas quando o comecei a levantar para superfície, deu um salto fora de água e cuspiu a colher. Típico!!! O problema é que era o primeiro da temporada!!

Estava eu ainda a pensar na miséria que tinha acontecido quando chegam os profissionais. Pegaram no barquinho, recolheram as redes para uns caldeiros de forma a que eu não visse o que estavam a apanhar e foram escondê-las na outra margem no meio de uma vegetação bastante densa. Não percebi muito bem a lógica do que fizeram, mas pareceu-me claramente que não andavam a fazer coisa boa, nem muito legal.

Depois deste facto, voltei à faina e os toques continuaram, com muito peixe a vir dar a volta mesmo em frente aos meus pés, o que é sempre um espectáculo bonito de se ver. Mais um lançamento para a corrente, começo a recuperar e quando a amostra vem a sair da corrente, mais um toque e cravo com força. O peixe salta logo fora de água e não pára mais de saltar até aos meus pés. Enfim, quando chegou aos meus pés, saltou fora de água e cuspiu a amostra!! Cegueira completa e total … Já nem sabia onde me meter!!

Com as horas a passar e com o melhor tempo de pesca a desaparecer à medida que o sol subia, comecei a pensar na grade. Enfim, toca a malhar. Mais uma hora de lançamentos, e quando estava mesmo a desistir, realizo um lançamento para a outra margem, começo a recuperar e sinto um ligeiro toque. Deixo a amostra rolar mais um pouco e quando chega aos meus pés, vejo uma cabeça a subir do fundo e a abocanhar a amostra. É que nem deu hipótese. Cravei ali mesmo aos meus pés e depois vi a linha a sair do carreto com o peixe a fugir para a corrente e para o fundo. Lá o deixei ir e comecei a tirar o camaroeiro. Como era de esperar a luta ainda foi considerável, pois o peixe não se queria render à primeira. Durante 3 minutos, estive a controlar as investidas e sempre atento aos triplos para verem quando é que se soltavam. Lá fui mantendo a tensão e já na ponta final, tentei arrastá-lo para o camaroeiro. Ainda precisei de 7 ou 8 tentativas, mas lá entrou um lindo sável de 46 centímetros. Estava a ver que não!!

Sável 46 cm Rio Lima Maio 2015

Depois desta captura, que foi claramente um alívio, voltei a malhar continuamente durante mais de 1h30. Ainda tive mais três ou quatro toques, mas o calor e o sol na água diminuíram claramente a actividade do peixe e eu já estava bastante satisfeito com o facto de ter tirado o primeiro sável do ano. Mais que não seja para manter a tradição de pescar um sável por ano!!

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.