Manutenção de linhas de pesca e spinning!

Manutenção de linhas de pesca e spinning!



A pesca ao spinning, pela sua intensidade, submete as linhas de pesca a um elevado esforço. Durante uma jornada, são realizadas largas centenas de lançamentos aos quais se associam esforços de tracção relacionados com o trabalhar das amostras, a captura de peixes ou a perda de algum isco em situação irrecuperável. Apesar das linhas modernas serem concebidas para responder a estes esforços, ainda não são perfeitas e portanto existem alguns cuidados que têm que ser tidos durante a sessão de pesca, de modo a minimizar os custos com a perda de amostras e, sobretudo de boas trutas. Estes cuidados devem ser aplicados a todas as linhas quer sejam monofilamentos, fluorcarbono ou multifilamentos. Nenhuma linha está acima desta atitude preventiva, e quem tiver dúvidas basta ver o que me aconteceu com um salmão no Lima. Uma boa linha cujo uso seja controlado pelo pescador faz milagres. Foi assim que tirei um salmão de 7kg em Inglaterra com colher nº1 e linha 0,12 monofilamento da Falcon, após 30 minutos de combate! Adrenalina ao máximo!

A regra de ouro a obedecer na prática do spinning é que as amostras valem sempre mais do que a linha! Ou seja cortar segmentos de linha, quer grandes, quer pequenos, é uma prática que tem que passar a ser mais utilizada pelos pescadores durante uma jornada de pesca, sem que para tal aconteça um qualquer acontecimento extraordinário (peruca, amostra presa no fundo, etc). É um facto conhecido que após um determinado número de lançamentos ao spinning, a linha começa a perder resistência e a ganhar memória. No caso das colheres, as linhas são submetidas a forças giratórias elevadas. No caso dos peixes artificiais, as linhas são submetidas a elevadas forças de tracção. Apesar de os peixes artificiais serem mais penosos para as linhas (pelo menos comigo!), em ambos os casos existe a necessidade de uma atitude proactiva por parte do pescador, que deve monitorizar continuamente a linha.

Existem três tipos de medidas que podem ser adoptadas para maximizar a eficiência do uso da linha de pesca durante uma jornada. Primeira medida: fazer uma breve pausa de 10 a 20 segundos entre cada lançamento deixando cerca de um metro de fio entre o último passador e a amostra para que a mesma rode livremente e se reduza o nível de memória da linha (isto mesmo quando se utilize destorcedor, pois este instrumento não elimina a criação de memória na linha). Segunda medida: verificar periodicamente (com os olhos e/ou com as mãos) os últimos metros de fio para detectar pontos de maior atrito ou pequenos cortes na linha. Terceira medida: testar de forma periódica a resistência do fio perto do nó através da aplicação de um pequeno puxão forte. Se existir alguma dúvida relativamente às condições da linha, cortar sempre o segmento em causa. Quem poupa na linha, não poupa nas amostras! E atenção às linhas velhas: anda na Barragem de Touvedo uma truta de mais de 2 kg a rir-se de um 0,14 velhinho que nunca devia ter sido posto a pescar, sobretudo ao rapala! E eu não devo ser o único a vê-las partir! 

Espero que estes conselhos sejam úteis para melhorar a vossa performance e reduzir os custos com material. Para mais informações sobre linhas de pesca, ver: http://www.trutas.com.pt/linhas-trutas.html

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.