Este é claramente um post de opinião e alerta que visa chamar a atenção para uma realidade que nos afecta a todos. Desde há cerca de 10 anos para cá, começou a surgir na pesca à truta um grupo de pseudo-pescadores que pretende tomar este desporto de assalto e instalar-se como uma elite através de uma politica de terra queimada. Falo de meia dúzia de fundamentalistas que se acobertam sob o slogan de pesca sem morte para instalar o conflito entre pescadores de trutas. Estes não são os verdadeiros pescadores de trutas sem morte! São uma raça com pouco tempo de vida, desenraizada das nossas tradições mais ancestrais e sem cultura democrática. É, no fundo, um grupo de elitistas que se considera politicamente correcto por cavalgar uma variante da pesca à truta que está na moda. Para estes individuos, só eles têm direito de existir, só eles protegem as trutas e se não fossem eles já não existiriam trutas em Portugal. Esquecem-se que antes deles, muitos já praticavam esta arte milenar com morte, mas sempre de forma equilibrada, assegurando a manutenção da espécie. De facto, se perguntarem a estes “artistas” se existem trutas nos nossos rios, vão claramente dizer que estão em extinção ou que já estão extintas. Como esta classe representa claramente um dos tentáculos de movimentos ambientalistas radicais que procuram minar o nosso desporto, era muito esperar que percebessem algo de pesca em rios não protegidos e com trutas bravas. Para quem fez um curso de pesca intensivo no programa de “Novas Oportunidades” e está habituado a pescar em zonas concessionadas ou viveiros de trutas, os nossos rios são desafios impossiveis de compreender. Ainda bem!
A politica de dividir para reinar deste tipo de gente tem que acabar. Os inimigos dos pescadores de trutas não são outros pescadores, mas sim a poluição, a ignorância, a politica selvagem de construção e gestão de barragens, a falta de legislação apropriada e a inexistente fiscalização. Independentemente de pescarem com ou sem morte todos os pescadores de trutas devem unir-se à volta de designios comuns que procurem preservar as nossas trutas. Virar-nos uns contra os outros é uma perspectiva infeliz daqueles que nos procuram retirar força e acabar com este desporto. E não se iludam meus caros. Se a pesca com morte terminar, passados poucos anos há-de lhes seguir a pesca sem morte. Apesar da pesca sem morte ser mais aceitável, não deixa de ter impactos negativos sobre as trutas: nomeadamente em termos de stress (tempo de luta superior à pesca com morte), mortalidade (anzóis cravados em zonas sensiveis e trutas que partem as linhas), etc.

No Trutas.PT defendemos todo o tipo de pesca às trutas, com ou sem morte. Apesar de a nossa vertente ser claramente a pesca com morte, acolhemos com amizade quem pensa de forma diferente. Numa democracia saudável, todos devem ter o seu espaço e respeitar o espaço dos outros. Funcionamos sem hipocrisias. No entanto, deixamos um alerta claro: se pertencerem à seita dos fundamentalistas da pesca sem morte, por favor, não visitem este site nem aproveitem os conselhos e informações que nele estão disponiveis. Isto não é para vocês! Não sejam hipócritas e remetam-se à vossa ignorãncia e aos vossos espaços online! Nós agradecemos!
Finalmente, um último conselho para quem gosta de ser intolerante. Atenção aos pescadores locais nos rios que visitam. Nada de atitudes irresponsáveis e ignorantes que visem hostilizar essas pessoas. Muitas delas não têm formação e algumas pescam de forma ilegal. Portanto, oq que elas precisam é de ser encaminhadas no bom sentido. Precisam de um discurso civilizado e de cidadania que procure alterar comportamentos e formar futuras atitudes de pesca mais pró-conservacionistas. Atitudes violentas ou irresponsáveis são totalmente contraproducentes e prejudicam-nos a todos. Um pescador local hostilizado pode trazer consequências graves para o nosso desporto. Primeiro, gerando violência gratuita contra todos os pescadores indiscriminadamente, riscando carros, furando pneus e mesmo pondo alguns a descer o rio na horizontal (e aqui fica a nota – alguns deles andam sozinhos, mas bem armados!). Segundo, um pescador local que está farto dos pescadores de trutas pode limpar todo um troço de um rio truteiro em pouco tempo, com lixivia, redes, bombas, etc. Portanto, meus caros, nada de atitudes elitistas e menos tolerantes. Há que procurar integrar e não hostilizar aqueles que mais perto estão das trutas e que mais podem fazer por elas.
Fica este apontamento que penso ser importante para alertar algumas consciências menos iluminadas para este tipo de questões. Todos os pescadores de trutas estão no mesmo barco e está na hora de começarmos a formar uma plataforma comum que proteja os nossos interesses junto da Administração Central. A pesca à truta em Portugal ainda está a anos luz daquilo que se faz de melhor em outros países da Europa. Está na altura de mudar! Para isso, precisamos de estar unidos. Conflitos dentro da nossa classe só servem os interesses dos nossos inimigos.
Tenho dito e estarei atento!


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Boa noite!
Mais um grande post!
Todos nó no fundo pescamos sem morte…ao atirar os peixes sem medida para a água novamente e isso sim e respeito pela arte que estamos a praticar!
Infelizmente neste país fundamentalistas ambientais tem muito direito de antena e não sabem o que dizem!Deveriam saber que um peixe seja ele qual for que depois de ferido por anzóis tem grandes dificuldades em sobreviver!
A pesca deve ser respeitada por todos nós e, como disse e muito bem, levar com que os outros cumpram as regras e é através de denuncias ás autoridades competentes que se desmacara pessoas que não respeitam rios, peixes e pescadores!
As pessoas que falam em pesca sem morte, não devem saber que muitas das trutas que apanhamos fazem parte de um recurso que se chama repovoação de rios! E que associações de pescadores ou juntas de freguesias fazem e bem em sintonia com as autoridades florestais!
Mas a cegueira do fundamentalismo nao os deixa ver isso nem perceber o prazer de chegar a casa e jantar um exemplar capturado por nós proprios!
Esses supostos puristas muitas vezes são os piores….não respeitando o espaço onde andam, atirando beatas para os rios ( faz parte da alimentação das trutas???), deixando linhas partidas nos rios ( as trutasja devoram nylon???)….
Eles que continuem a pescar em viveiros e em concursos! Isso sim são pescarias a sério para quem é pescador moderno!
O prazer de andar na natureza, a ver paisagens completamente virgens, quedas de água maravilhosas, rios despoluídos, e por um bom exemplar no cesto…continuará a ser nosso!
E já agora….isto sim é pesca!
Boa noite João Dias. É com amizade que aceitamos a sua contribuição neste site. As suas opiniões são sempre bemvindas. Isto não tem nada a ver consigo ou com qualquer outro colaborador do Trutas.PT. Infelizmente, as pessoas de quem falo não dão a cara, nem nunca hão-de dar, mas eu conheço-os bem! Continue a fazer deste o seu espaço e disfrute dos nossos posts. Temos todo o gosto em ter o seu blog associado ao Trutas.PT. Se precisar de alguma coisa, disponha. Um abraço.
Viva,
Sou apologista da pesca sem morte à relativamente pouco tempo,e em nada me ofende tudo aquilo que escreveu,bem pelo contrario até sobrescrevo.
Vou tentar explicar a minha decisão em optar por esta modalidade,quando pescava com morte,e pesquei muitos anos com minhoca, a maior parte das vezes as trutas não eram aproveitadas para a culinária,e ironia,sou cozinheiro,acabando por irem para o lixo,ou ficarem no frigorífico lá de casa alguns dias(nunca almoço em casa) daí a minha decisão em praticar este tipo pesca.
Pratico,não para mostrar que sou melhor ou pior que os restantes pescadores,mas por puro prazer de desfrutar uma manha,ou tarde, de alguma paz e tranquilidade,por isso pesco sozinho.
Não me revejo no tipo de pessoa que descreve no seu artigo,nem quero acreditar que essas duras palavras sejam dirigidas ao meu blogue,pois apenas adicionei o trutas.com a apenas 8,10 dias e lá(no meu blogue) como pode facilmente ver,não tem nada de radical,não estou associado a nenhuma associação de pesca,nem ambiental,tem isso sim, a minha opinião,respeitadora,educada e livre.
Não me escondo por de traz de uma identidade para fazer valer as minhas ideias,nem olho de cima para baixo, pois a vida já me deu várias lições de humildade,mas também aprendo muito com os valores dos outros.
Por fim, dizer que dos longos anos que eu pesco, nunca foi mal tratado por ninguém,apenas à uns anos atrás me foram arremessadas umas pedras no Rio Lima na Zona de Lindoso.
Ao criar um link do vosso site, no meu blogue, apenas quis dar mais valor ao vosso trabalho,se ele é indesejado por favor mandei-me um e-mail “ponteneiva@sapo.pt” e será logo retirado.
Com isto espero ter contribuído para esclarecer todos aqueles que visitaram o blogue.
Voltarei em breve para dar noticias da abertura.
Cumprimentos,
João Dias
Neiva,Viana do Castelo
Muito obrigado,fico com a consciência tranquila.
Tenho também vindo a chamar à atenção,em alguns posts,para muitos dos problemas que afligem os verdadeiros pescadores.Se passar uma vista de olhos no meu blogue, eu toco nas feridas de muitos pescadores de minhoca que varrem literalmente os frágeis ecossistemas de alguns ribeiros mais pequenos e não se julgue que estes “artistas”como lhe muito bem chama,não conhecem os ribeiros ou são aprendizes.
São pescadores na casa dos 30 a 45 anos,residentes na área dos melhores ribeiros truteiros do Alto Minho,pescam todo o ano,e alguns tem cursos superiores,eu bem os conheço.
O problema é que são demasiado astutos e grandes conhecedores do terreno que pisam,fintando facilmente as autoridades.
Já chamei também à atenção do flagelo dos nossos jovens imigrantes,e não só,que quando regressam à sua aldeia natal,teimam em dar surgimento a um ritual antigo- de ir caçar umas trutas com uma mistura ervas,de tal forma tóxica, que destrói em minutos todo o ecossistema que a Natureza levou décadas a criar,eu já presenciei varias vezes em finais de Julho estas tristes cenas.
Podia relatar várias situações de destruição total de Rios e Ribeiras que hoje não tem um único exemplar,apenas vou deixar dois exemplos,um directamente por mão humana, e outro pela propia natureza.
O primeiro à mais de 20 anos, um certo SR, que tinha um jipe,subiu ao lugar da Ermida na Serra Amarela -e diga-se que este lugar só era na altura acessível de cavalo ou tractor,mas o Sr lá chegou de jipe-e colocou um produto químico no Ribeiro,muito perto da nascente, matando tudo em vários quilómetros,ainda hoje, passados cerca de 20 anos,o Rio não recuperou,relato conhecido e facilmente comprovado pelas gentes e pastores da Ermida,as autoridades tem conhecimento do sucedido.
O segundo o incêndio da mata do Ramiscal.
O Ramiscal é a nascente do Rio Cabreiro,e foi a morada do ultimo exemplar de Águia Real no PNPG,era também um verdadeiro local de desova de trutas autóctones,lugar inacessível,só conhecido dos velhos pastores.2006 um violento incêndio,em Agosto, destrói parte da mata milenar,a que se segue,passados dias ,uma forte chuvada,as cinzas escorem para o Rio arrastando atraz de de si todos os seres vivos do Rio.
Este Rio está concessionado pela DGF,com 2 lotes,pois Hoje passados 4 anos, não existe um único exemplar.Dei conhecimento ao ICNB,PNPG,DGF,SPNA.
Se por ventura quiser ver mais detalhes passe pelo, http://trutaseserras.blogspot.com
Abraço,
João Dias
Obrigado por este testemunho, João Dias. Penso que é cada vez mais importante denunciar estas situações e conta com o Trutas.PT para fazer passar a mensagem online. Agradeço que todos os que tenham histórias destas para contar o realizem no nosso blog, quer sob a forma de comentário ou de post. Só assim podemos criar condições para aplicar pressão sobre as autoridades competentes e acabar com este tipo de situações. Está na altura de repensar a forma de gestão dos nossos rios e a solução deve partir da experiência de quem está no terreno e não de quem anda nos corredores de Lisboa ou do Porto. Abraço.
Boa tarde, este será o primeiro de várias intervenções por estes lados..
Em relação a este assunto fico grato pelo apelo à união entre os pescadores é sempre bem vista e até mesmo necessária, no entanto existem algumas posturas que me parecem no mínimo exageradas e até inverdadeiras. Conheço a fundo o mundo dos pescadores com pluma se existem fundamentalistas serão casos isolados e muito raros, se bem que em algumas e não raras ocasiões me apetecesse sê-lo tendo em conta o número de sujeitos que encontro em flagrante ilegalidade (refiro-me a capturas estupidamente abaixo da medida. A questão da pesca sem morte é com certeza polémica, mas considero ser uma falsa polémica uma vez que para o menos bem informados nos países mais desenvolvidos há muito que é utilizada como meio de gestão para evitar o desgaste dos recursos piscícolas, não entendo como é que alguém pode ser ingénuo ao ponto de achar que é de louvar matar trutas para degustar. Considero que apesar de no nosso território truta não ser uma espécie em vias de extinção, pode e deve ser gerida com cuidado, comparem o número e a qualidade das capturas dos nossos avós com as que agora se conseguem. Ainda acham que temos trutas suficientes para nos darmos ao luxo de levarmos as que nos apetecerem para casa? Não tenho nada contra a pesca com amostras, iniciei o meu percurso de pescador com elas, primeiro com morte selectiva (sacrificar alguns exemplares com mais de 23cm), evoluindo depois para a pesca sem morte, eliminando dois anzóis às fateixas de modo a infligir menos danos, aumentando a possibilidade de recuperação por parte da truta. Não entendo como pode alguém instruído ter orgulho em capturar para matar um exemplar que pelo porte a que conseguiu chegar demonstrou ser uma mais valia para o ecossistema, ter orgulho em comer precisamente os exemplares que todos os anos maior número de ovos libertam simplesmentenão me encaixa na cabeça…
Um abraço a todos e até amnhã,
Joca
As galinhas também demoram a crescer e a por ovos….e também as matamos!
E não se pesca trutas na altura da desova….mas sim após a desova e o periodo de defeso e para isso mesmo, para que as trutas crescam novamente!E com referiu as trutas não são uma especie em extinção!
Agora temos é que TODOS respeitarmo as leis, medidas de capturas e períodos de defeso, porque não estou a ver nenhum de nós a levar para casa trutas de 10cm…eu e quem pesca comigo não!!!
E ao respeitar as regras estamos a respeitar o ecosistema!
Caro Joca. Obrigado por ter aparecido por este lados (como lhe chama) … que pelos vistos não são aqueles onde está mais ao seu gosto. Isto é um site sobre pesca à morte e portanto todas as opiniões são bemvindas desde que não ataquem directamente essa vertente de pesca. Este site dedica-se à pesca à morte e farei tudo o que está ao meu alcance para preservar essa opção. Relativamente aos argumentos que apresenta, não vou perder muito tempo. Quem tem instrução e sobretudo educação, respeita o direito à diferença. Não concordo, mas respeito! Não vou tentar influenciar quem pesca sem morte para se converter à pesca com morte. Cada cabeça sua sentença. A pesca com morte é uma opção racional de individuos que respeitam a nossa herança histórica, cultural e social. Relativamente aos troféus, porque é em países mais desenvolvidos (incluindo Espanha) várias concessões permitem a pesca com morte para trutas com mais de 50cm? Será que as trutas com maior tamanho e também idade, não perdem capacidade reprodutora e acabam por comer mais trutas do que aquelas que reproduzem? E os troféus machos? Enfim, nem vale a pena perder tempo! Cada um acredita no que quer!
Atenção que nao quis faltar ao respeito a ninguém!
Mas gostava que me respondessem a uma pergunta. Qual é a taxa de mortalidade após a pesca sem morte?
Olá,
Algumas questões que gostava de ver esclarecidas. Em resposta ao Miguel, galinhas há muitas, trutas nem por isso e esta é a grande diferença que me leva a optar em consciência pela pesca às trutas e sem morte. Felizmente que tenho convertido alguns pescadores de trutas à pesca sem morte (e não, não me vejo com mania nem presunção de “Messias”). Parece-me que não entenderam quando vos pedi que comparassem as capturas dos nossos anciãos com as nossas… Diferentes que só visto!!! E não é só por causa da menor poluição do tempo deles… Acreditem que gostava de me dar ao luxo de degustar uma bela truta selvagem, acreditem que sim, mas para mim a truta é muito mais do que um acepipe, é uma preciosidade que devería ser preservada a todo o custo, preservada para quando que atingisse uma população suficiente poder voltar a ser recolectada. Não sabem mas eu apesar de novo (40 anos de idade)tive a infelicidade de presenciar “in loco” o declínio da nossa perdiz vermelha selvagem, precisamente pela exagerada pressão recolectora, de bandos com mais de 20 indíviduos passámos a ter bandos com 15, 11, 9, 5 e agora … bandos de autênticas “galinhas” e sempre ao abrigo da lei. E como acredito que não é isso que vocês querem que aconteça às nossas trutas cá estou eu para dar uma ajuda. E não, permitam-me discordar a pesca à truta com morte não é racional, é sim uma questão cultural, enraizada de tal forma no ser que muito dificilmente é “arrancada” e é só nesse contexto qe eu a entendo e respeito, desde que se cumpram os preceitos legais. Confrade Truta, não pode comparar a situação relativamente aos troféus, como sabe a densidade de trutas troféu nos nossos rios é imensamente inferior à dos demais países, em alguns rios estrangeiros existe realmente a figura do “troféu” mas por cada troféu capturado ainda ficam muitos outros troféus por capturar e mais ainda a eliminação desse troféu vai permitir que outros eventualmente mais pequenos ocupem o seu lugar tornando-se eles também troféu maiores. E repare vale sempre a pena perder tempo com estes assuntos…
Relativamente à taxa de mortalidade, esta está directamente relacionada com o método de pesca,cuidados que se tiveram ao manusear o peixe, local e dimensão dos danos provocados pelo anzol. Com compreenderá é muito menos lesivo espetar um alfinete no dedo do que um prego (então se falarmos de três pregos…), como sabem a pele do peixe está revestido por um muco, esse muco tem a finalidade de diminuir o atrito da água mas também um efeito protector contra doenças, ora se ao manusearmos o peixe removermos parte desse muco estámos a abrir uma porta para os agentes patogénicos… Muito mais havía a dizer mas o tempo é limitado, só um pormenor nunca, mesmo que o contrário pareça, não tenciono recriminar nem desrespeitar inguém independentemente das opções editoriais.
Um abraço,
Joca
Come tamboril? Peixe-espado preto? bacalhau?
Todas estas espécies estão mais em risco de extinção do que as trutas….e são capturadas com redes de arrasto que destroem o fundo do mar!
Mais uma vez os argumentos da pesca sem morte não convencem!
Refiro mais uma vez que muita população truteira dos nossos rios e consequencia de repovoamentos! Repovoamentos esses que permitem que as trutas se mantenham nos rios e que se reproduzam e que se tornem habitantes permanentes dos nossos rios!
Vi em sites comentários, do género, na abertura passei por uns 20 criminosos! Com esses argumentos é dificil não acreditar no vosso não fanatismo e na vossa boa vontade de nos entenderem!
Joca sei que não foste tu, mas tinha que dizer isto!
Caros Companheiros,
Como defensor incondicional da truta quero manifestar o meu apreço por todos aqueles que com ela também se preocupam, dou os meus parabéns a quem criou este site por ser mais um espaço onde se podem trocar opiniões. Obviamente, fundamentalismos dão sempre mau resultado! Em ultimo caso fazem pessoas amarrar bombas a cinta e atirar aviões contra edifícios… Seja a favor, ou contra a pesca sem morte, se o nosso discurso for radical, a nossa mensagem não passa!
Pessoalmente defendo a consciência! Considero que a nossa truta autóctone está ameaçada, não só pela pressão de pesca, mas por muitos outros factores desde a qualidade da agua, barragens e as atrocidades que se cometem com redes e venenos que tantas vezes ouvimos falar.
Por esta razão defendo a pesca sem morte às trutas autóctones! Não me considero de todo fundamentalista, embora não seja já capaz de matar uma truta selvagem, o prazer da captura, a admiração da sua beleza, olha-la nos olhos e o prazer que sinto quando arranca das minhas mão em direcção à liberdade, sobrepõe-se a tudo o resto.
Logicamente não posso exigir que todos gostem das mesmas coisas do que eu e respeito quem sente prazer em guardar a truta no saco. tal como já disse, defendo a consciência: se eu fosse à pesca e apanhasse 20 trutas, poderia guardar 2 ou 3, desde que na próxima vez que fosse a pesca ao mesmo sitio continuasse apanhar as mesmas 20….
A realidade de hoje é: Vai-se a pesca apanha-se 3 trutas, voltamos ao mesmo sitio apanhamos 2 ou 1, voltamos lá, e grade, zero, depois deixamos de ir, quando la voltamos, 0,1,2 trutas, depois grade outra vez. Perante esta realidade eu sinto que algo errado se passa, daí que, pessoalmente não consiga guardar trutas.
Os rios são de facto ecossistemas finitos e temos de ter a consciência disso, muitas vezes, no meio destes debates de opinião pergunto a um pescador quantas trutas existem em 100 metros de rio? A resposta anda normalmente a volta das 50 trutas…. Depois observo: ora 50 trutas, se 10 pescadores cá passarem numa manha e levarem 5 cada um…. Habitualmente respondem, então tem de ter muito mais, deve ter ai umas 200! Ao que respondo, ora 200 dava 2 trutas por cada metro de rio… tinha quase de estar uma atrás de cada pedra… e observando não se vê nenhuma, bem sei q se escondem mas mesmo assim quando as há, vêem-se sempre algumas…
Outro exemplo: para quem me conhece, já fui seleccionador das duas equipas de pesca a truta, nas modalidades de isco natural e artificial e as provas são excelentes tubos de ensaio para demonstrar como os recursos são mesmo finitos, com um repovoamento de 200-300 trutas, 20 pescadores pescavam-nas quase todas com o isco artificial e praticamente todas com isco natural…. Isto em dois dias de prova. Hoje muitos destes atletas que pescam a minhoca e a amostra, antes só pescavam com morte, agora também já pescam sem morte.
Outro factor que me leva a pescar sem morte é o facto de estar provado que as trutas repovoadas não se reproduzem e tem impactos negativos nas populações autóctones, com predaçao de juvenis e competição por alimento.
Já estas trutas podem ser pescadas, o ordenamento pode e deve criar espaços para todos, zonas de pesca com e sem morte, neste momento organizo eventos de pesca com morte apesar de ja ter organizado eventos de pesca exclusivamente sem morte, hoje considero ser mais importante alertar para uma atitude consciente: para se poder continuar sempre a guardar 2 ou 3 trutinhas, não podemos é pescar tudo de uma vez, tenha q tamanho tiver.
Este evento que estou a organizar no Rio Caima, cada pescador pode guardar ate 5 trutas, no dia 10 de Abril vou organizar outro no Rio Antuã dentro do mesmo género, são encontros destinados precisamente a não fundamentalistas, pois juntam pessoas que pescam com e sem morte.
Abraço
Nuno Breda
fantastico Sr.Breda, para alguns vai ser duro não a “pesca com ou sem morte”mas todos os outros factos que aqui referiu, certamente este meu comentario vai ser retirado mais uma vez … mas leião o do Breda e de seguida interroguem-se….
comprimentos
Outro factor que me leva a pescar sem morte é o facto de estar provado que as trutas repovoadas não se reproduzem e tem impactos negativos nas populações autóctones, com predaçao de juvenis e competição por alimento.
Boa noite!
Esta sua afirmação, leva-nos uma vez mais a pensar que as coisas tem de ser feitas com juizo! As trutas que vem de um repovoamento crescem e criam….nao se pode e fazer um repovoamento com trutas de 25cm…no mes de Janeiro! Ai é lógico que elas devorem tudo o que encontram á frente…
Os repovoamentos são eficazes, mas feitos com peso e medida, e não colocar espécies que nao sao proprias do rio em causa!
Exemplo: colocam-se 500 trutas num rio…se no fim da época só forem apanhas 200 dessas trutas, para onde foram as outras? Morreram? Fugiram? Subiram o rio?Esconderam-se?
Acreditem que muitas trutas ficam nos rios e modificam-se e adaptam-se a nova realidade….mas tenham juizo a fazer os repovoamentos!
São beneficos mas tamém podem ser muito maléficos!
Caro Carlos,
Desta vez o seu comentário está dentro das regras de edição do site e está publicado. Neste site só são publicados os comentários que respeitem a harmonia e a saudavel confrontação de ideias entre todos os pescadores de trutas, independentemente de pescarem com ou sem morte. Comentários mal estruturados, sem linhas de argumentação construtivas, que promovam o ataque fácil, que visem hostilizar outros pescadores (com morte ou sem morte) ou que simplesmente tentem pessoalizar alguns ataques ou linhas de argumentação são imediatamente excluídos. Para isso existem outros foruns e sites.
Abraço.
Trutas.PT
Caro Companheiros,
Transcrevo aqui um post que escrevi recentemente num forum que julgo ajudar a este importante debate de ideias:
Sou apenas um curioso, mas dos vários estudos científicos que tenho lido um dos problemas é a libertação em habitats selvagens, de animais criados em cativeiro, estas introduções podem influenciar as características genéticas das populações nativas bem adaptadas ao meio, por outras inadaptadas, também designada por depressão exogâmica (Laikre et al.1999)
A probabilidade de decréscimo ou mesmo extinção aumenta quando ocorre introgressão genética entre populações nativas e genes de animais domésticos (Almodovar et al.2006)
A Truta selvagem “Salmo trutta fario” apresenta grandes diferenças morfológicas, comportamentais e genéticas ao longo da sua distribuição geográfica, tendo sido identificadas 5 grandes linhagens evolutivas ao nível macro geográfico Europeu, obtidas a partir da análise do ADN mitocondrial.
Basicamente são correspondentes às grandes bacias hidrográficas Europeias (Danúbio, Adriático, Mediterrânico e Atlântico) e uma espécie distinta: a truta marmoreada “Salmo trutta marmoratus”
Dentro da linhagem Atlântica as populações ibéricas apresentam uma grande diferenciação genética (Weiss et al. 2000) da outras desta linhagem.
Ainda dentro da linhagem da península ibérica, as populações são geneticamente muito diferentes (Antunes et al. 2001, Santos et al. 2006)
Na Zona Centro, bacias Douro, Vouga, Mondego e Tejo foram detectados 5 Haplótipos diferentes (A,B,C,D,E)( Sendo o C o mais comum das populações portuguesas ocorrendo em todas as bacias. O Haplótipo D está presente apenas na Bacia do Douro (Rio Côa), O Haplótipo E esta presente nas bacias do Douro e Mondego, e o A no Rio Zêzere. (Teixeira e Fonseca 2008)
O Haplótipo B é o do Norte Atlantico sendo considerado o Haplótipo “doméstico” (Bernatchez et al. 2001) que é o presente nos nossos viveiros. Neste momento, a introgressão genética deste Haplótipo existente em Portugal é cerca de 5%, resultante dos repovoamentos efectuados. Nalguns locais onde ocorreram mais repovoamentos a percentagem é maior.
Interessa agora comparar o nível de diferenciação genética entre as várias populações de trutas selvagens portuguesas, as que mais se distinguem de todas as outras são as da bacia do Rio Douro, vários estudos apontam nesse sentido, chegando mesmo a sugerir uma linhagem evolutiva própria na península Ibérica (Machordom et al.2000), existem algumas bacias como a do Douro e Tejo com populações geneticamente divergentes dentro da mesma bacia.
Mais a Norte existe uma maior diversidade genética originada pela presença da forma migradora (Truta Marisca) desta espécie ocorrendo um maior número de Haplótipos nestas áreas.
Faz-se frequentemente confusão com o seguinte: uma coisa é a singularidade genética, um Haplótipo, isto é, uma espécie geneticamente diferente, outra coisa é a diversidade genética que é a presença de vários Haplótipos diferentes na mesma massa de água. Por vezes acontece aquilo que se chama de fixação do Haplótipo, particularmente preocupante quando ocorre nas cabeceiras dos rios, esta falta de diversidade genética pode diminuir a capacidade de resistir a ameaças à integridade genética e conduzir a depressão por endogamia. Nestes casos nunca se deve fazer repovoamentos com Trutas Viveiro “domésticas”, apenas com indivíduos autóctones. Note-se que as diferenças genéticas entre as nossas trutas e as “domésticas” são de tal ordem que, segundo estes estudos, elas não se cruzam. Esta característica pode ser de facto aproveitada para a pesca desportiva em locais com excesso de pesca para diminuir a pressão sobre a população nativa. (Teixeira e Fonseca 2008)
Outra curiosidade é que nesta zona centro não ocorre a forma anádroma da Salmo Trutta, apenas a forma sedentária (Cabral et al.2006). Segundo este investigador as marisca so aparecem no Minho e no Lima, Pessoalmente tenho ouvido relatos de capturas de trutas mariscas também noutros rios.
Para quem teve paciencia de ler até ao fim…
Um Abraço
Nuno Breda
Caro Nuno,
Muito obrigado por esta excelente análise do estado da arte ao nível do conhecimento da influência dos repovoamentos sobre as populações autoctones de trutas. Estou completamente de acordo com a necessidade de repovoar unicamente com trutas autoctones de cada rio de modo a evitar a contaminação genética. O maior património que temos relativamente a outros países da Europa, é que temos melhores trutas (melhor património genético), apesar de termos menos trutas. A infestação dos repovoamentos tem causado sérios problemas a muitos países da Europa Central. Penso que ainda vamos muito a tempo de aprender com os erros dos outros e começar a elaborar planos estratégicos de criação e de repovoamento especificos por rio, utilizando unicamente as trutas índigenas de cada rio. Isto poderia ser materializado com parcerias público-privadas (AFN – associações de pescadores) que visem a criação de viveiros modernos por bacias hidrográficas, dentro dos quais cada rio ou ribeiro é tratado de forma independente. Penso também que só pessoas com a correcta formação podem gerir este tipo de assuntos, evitando assim erros que podem custar bastante caros.
Um abraço,
Trutas.PT
Caro Compnheiros,
Uma pequena nota como correu o evento do passado Sabado, foi com grande satisfação que sentei 50 pescadores das 3 modalidades, Isco Natural, Artificial e Pluma, à mesma mesa! Num convivio marcado pela hamonia e respeito mutuo, houve quem pescasse exclusivamente sem morte nas 3 disciplinas e houve quem guardasse algumas trutas. Defendo que devemos estar unidos e lutar por causas maiores, como a manutençao da recuperação dos seus habitats e locais da sua reprodução natural.
Afinal o que nos une é a admiração por este incomparavelmente belo salmonideo!
Agradecendo aos que estiveram presentes e deixando votos para que continuem a praticar um pesca consciente, um grande abraço!
Nuno Breda
Tanta vez que visito este site e nunca tinha lido este post…eheh Mas que grande tareia que levaram. Muitos parabés estou completamente de acordo com todas as “letras” escritas neste post. Há coisas em comum entre os dois tipos de pesca e é aí que se deve apostar na conservação das trutas. São os chamados “pontos críticos”, e é nisso que se deve trabalhar. Mas que andam aí uns “garotos” (e eu so tenho 21 anos) a pregar ás portas a doutrinha da treta andam…A união daqueles que gostam de trutas é o mais importante porque se todos juntos atacarem os pontos “chave” é meio caminho para o sucesso! Mas eles andam aí e sentem-se donos dos rios, com as políticas que pregam devem pensar que são a ditadura da pesca a truta mas comigo não pega. Devolvo quando achar que devo devolver, mato quando achar que devo matar e nao estou a prejudicar o ecossistema!´
Abraço e parabéns (atrasados) eheh
Boas João.
Esta é uma luta que apenas agora começou e que normalmente encobre muita incompetência, inveja e estupidez na pesca à truta. É alimentada por meia dúzia de energumenos que vivem do preconceito e do políticamente correcto para tentar encobrir a sua incompetência, ou seja, para não fazerem, nem deixarem fazer. É o tipo de gente que partilha da mentalidade invejosa que levou este país à bancarrota e, se possível, também transformaria a pesca à truta numa grande coutada para meia dúzia de “palhaços”, que vivem da conversa da treta e passam o dia a olhar para as trutas, em vez de as tirar 🙂
Ontem, demos provas de que somos superiores a isso e de que estamos a trabalhar para o futuro da pesca e dos valores genuínos da amizade, do trabalho e da conservação que devem subsistir na preservação das nossas trutas e dos nossos modos de pescar. A união dos pescadores é fundamental e com o nosso convívio de ontem, conseguimos sentar à mesma mesa, pessoas de várias nacionalidades, de várias faixas etárias e que pescam em diferentes modalidades. Para além da pesca, discutiu-se o futuro da pesca à truta e foram mesmo propostas algumas medidas que poderão ter o seu impacto imediato nalgumas das concessões da zona centro, onde verifico com agrado que muito está a ser feito a este nível, por gente dedicada, que arregaça as mangas e partilha dos nossos valores.
Durante a semana, irei publicando alguns posts sobre as peripécias vividas neste primeiro convívio e quando surgirem novidades práticas sobre algumas das medidas que propusemos, irei dando noticia em momento oportuno.
Só tenho pena que não tenhas podido estar connosco João, mas não hão-de faltar oportunidades. Para o ano, já está apalavrado um novo convívio.
Um abraço e continuação de boas pescarias,
Fico feliz por ter corrido tudo bem. Para o ano lá estarei eheh Para a semana que vem estou em aveiro a acampar mas para a outra ja estou na covilhã, se quiseres aparecer para uma pescaria no mondego ou côa (ou os 2 quem sabem eheh) é dizeres o dia para eu me orientar…agora tou de férias. O mondego tem dado umas linda meninas…aquelas que os tais da conversa da treta não lhes tocam eheheh
Abraço e boas pescarias.
Ok João. Tenho que ver a minha vida. Não sei se vou para esses lados, mas se for dou-te uma apitadela para se marcar.
Abraço,