Novidades e pescaria no rio Côa.

Novidades e pescaria no rio Côa.




Em virtude de uma deslocação de fim de semana a Figueira de Castelo Rodrigo para tratar de assuntos pessoais, resolvi visitar o rio Côa no Sábado, 13 de Março de 2010. Com prognósticos de manhãs muito frias e dias de baixas temperaturas, o entusiasmo relativo ao êxito da pescaria era baixo. Facto que ficou comprovado na manhã de Sábado com um sol radiante, mas acompanhado com temperaturas na ordem dos zero graus centigrados e vento leste cortante. Perante este cenário, só arranquei de casa por volta das 8 horas aproveitando para passar por Espanha para encher o tanque de combustivel. Cheguei ao viveiro dos Quadrazais eram já 10 horas e como antecipava estava um carro de matricula espanhola estacionado na margem. Concorrência não faltava!

Resolvi pescar para montante num cenário idilico. Rio com águas limpas, correntes moderadas, mas um frio cortante puxado por rajadas de vento de leste. A actividade no rio e fora do rio (insectos) era inexistente. Portanto, não estava à espera de nenhuma surpresa. Considerando que já alguém tinha passado à minha frente, resolvi pescar com calma apostando numa combinação X-rap versus salmo. Insisti sobretudo nas correntes profundas. As correntes com baixa profundidade estavam impescáveis, mesmo para a colher. Foram duas horas de pesca tranquilas, com alguma dificuldade nos lançamentos devido ao vento forte. No final deste troço ficou a impressão de que mal entre Abril, vamos ter bons dias de pesca (ver foto abaixo).

Da parte da tarde, resolvi pescar para jusante da barragem e portanto desloquei-me para o Sabugal. Já no Sabugal, tive uma surpresa interessante. Verifiquei que se criou uma nova concessão de pesca desportiva com um troço de pesca sem morte nos primeiros kilometros.  Gerida pelo Municipio do Sabugal tem 11Km de extensão, compreendidos entre o paredão da barragem do Sabugal, a montante, e a ponte de Roque Amador, limite jusante, freguesias de Aldeia de Santo António, Sabugal, Quinta de São Bartolomeu, Baraçal e R. Apresentando um preço muito aceitável quer para os locais (€1) quer para os pescadores visitantes (€2,5), considero que esta iniciativa é de louvar, pois permite uma gestão muito mais organizada de um dos maiores rios truteiros do nosso país e numa área onde existem bons troféus. Esperemos, no entanto, que o controlo de caudais ecológicos e de poluição na área sejam também mais apertados, com análises rotineiras à qualidade da água nas áreas mais criticas, para que as trutas se possam desenvolver e prosperar.

Relativamente ás condições de pesca, foi visivel que a barragem estava a funcionar em descarga contínua. Este facto tornava as condições muito dificeis para a pesca devido ás fortes correntes. Efectivamente, os poucos pescadores que encontrei na ponte da Rapoula do Côa estavam desanimados com as condições, mas era sentimento geral que mal as descargas parassem e o tempo aquecesse seria possivel realizar boas jornadas de pesca. Pelos vistos, as trutas têm sido guardadas pela água!

Ainda tentei a sorte para jusante da Rapoula do Côa, mas nem sinal de trutas. Apostando numa combinação Mepps Aglia versus X-Rap, nem um truta mexeu. Enfim, pelas 16 horas era altura de arrumar as botas e regressar a casa com a certeza de que pelo menos tinha pescado um bom dia de sol :). Os rios de montanha com águas limpidas e frias não deixavam fazer melhor!

Related Posts with Thumbnails


Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.