Rapala – despojos de combate …

Rapala – despojos de combate …




Durante anos de pesca ao spinning, muitas das nossas amostras acabam perdidas em árvores e nos fundos dos rios e ribeiras. De facto, é esse o destino que lhes é prometido mal saem da loja de pesca. São poucas aquelas que merecem um estatuto especial, quer pela sua capacidade de capturar troféus ou pela sua longevidade. Normalmente, essas acabam num local especial na nossa estante ou algures próximo da foto de um grande troféu.

Neste post concreto, não irei falar daquelas que capturaram troféus. Também tenho algumas, mas não me põem a pensar. Existem outras que me põem a pensar ….

À minha conta tenho três peixes artificiais da rapala que conseguiram alcançar o estatuto de elemento decorativo por excelência. Ganharam esta condição, não pela sua capacidade para capturar troféus, mas sim pelo facto de terem sido danificados após anos e anos de pesca. São o exemplo claro da longevidade que algumas amostras alcançam no cesto ou no colete de um pescador. Depois de muitos lançamentos e algumas trutas no seu palmarés, estas amostras eventualmente deterioram-se a um tal ponto que tendem a partir pela sua parte mais fraca. Neste caso, e uma vez que falamos de rapalas CD-3, a parte mais fraca correspondente à babete. Não há forma de as reparar!

Sem babete, estas amostras perdem uma grande parte da sua efectividade e portanto, na minha cartilha passam à reforma. Isto porque eu acho que já cumpriram a sua missão; aquelas que aparecem nesta foto já tiraram boas trutas no Neiva e no Côa. No entanto, este poderá não ser sempre o caso para todos os pescadores. Já uma ou outra vez lancei uma destas amostras, só por curiosidade, e verifiquei que quando bem trabalhadas ainda conseguem produzir umas picadelas.

Para mim, existe uma clara nostalgia associada a este tipo de amostras defeituosas, que de repente deixaram de servir, por simples obra do acaso.  São rastos de pescarias bem conseguidas e de momentos bem passados, mas que de repente deixaram de poder cumprir a sua função. Trato-as bem, porque também elas me trataram bem a mim 🙂 Mesmo sem grandes troféus …

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.