Já há muito tempo que andava à procura de um artigo que me pudesse dar mais algumas dicas sobre como melhorar as minhas técnicas de spinning às trutas e aumentar as capturas. Depois de muita procura, deparei-me com um artigo que fala sobre técnicas avançadas de spinning, escrito por um pescador que pratica o fly-fishing e o spinning. O artigo está publicado no Fishing Website da Nova Zelândia e está escrito em inglês.
Apesar das respectivas adaptações que têm que ser realizadas ao contexto nacional de pesca do autor deste artigo, parece-me óbvio que existem algumas ideias que podem ser retidas como dicas genéricas por todos nós. Desde logo, e para evitar-me alongar muito na interpretação de um artigo que merece uma leitura atenta, gostaria de destacar quatro aspectos importantes.
Um primeiro ponto tem a ver com a escolha da amostra em função da hora em que se está a pescar. Segundo o autor, é melhor utilizar amostras de maior tamanho nos períodos de menor luminosidade (inicio e final do dia) e amostras de menor tamanho nas alturas de maior luminosidade. Isto, porque a truta consegue ver melhor o que lhe está a passar à frente.
Um segundo ponto tem a ver com a cor das águas. Águas mais claras devem obrigar à utilização de iscos de menor tamanho e que emitem o mais possível a alimentação da truta, enquanto que nas águas mais turvas podem-se insistir em iscos de maior tamanho, menos naturais e de cores mais berrantes.
Um terceiro ponto tem a ver com a técnica a utilizar para conseguir aumentar a profundidade em que a amostra deve trabalhar, especialmente em rios com forte caudal ou de maior profundidade. Para o autor, a utilização de chumbos de caça na linha é a melhor opção para conseguir um efeito de afundamento relativamente rápido e eficaz, devendo-se dar algum espaço entre a amostra e os chumbos, pois caso contrário, os chumbos podem influenciar decisivamente o trabalhar da amostra.
Finalmente, um último apontamento bastante interessante tem a ver com os triplos a utilizar nas nossas amostras. Segundo o autor, ele troca todos os triplos que vêm nas amostras por triplos com micro farpas comprados por ele. Segundo ele, esta troca é bastante eficaz em termos de capturas, pois os triplos com micro farpas conseguem reter aquelas mordidelas mais manhosas das trutas.
Para quem quiser ler o artigo na íntegra em inglês, o mesmo está disponível neste link abaixo:
Artigo original sobre técnicas avançadas de spinning
No global, algumas das dicas já conhecemos, mas o que me surpreendeu mais foi a questão dos triplos, porque efectivamente noto que muitas trutas conseguem escapar em amostras que até funcionam bem, mas têm triplos de má qualidade. É claramente um assunto que vou passar a analisar melhor daqui para a frente. Tenho agora é que ver se encontro estes triplos com micro farpas 🙂



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Boas!
Essa do chumbo, não me convence e em especial aplicados a peixes artificias! Vai retirar todo o trabalhar da amostra. Agora aplicado em colheres não é fraca ideia para poços mais profundos e o trabalhar da amostra não é afectado. Se bem que o risco de la ficarem no fundo aumenta e muito! Quando quero correr a colher mais fundo deixo-a afundar um pouco mais e em lançamentos contra corrente recolhas mais lentas deixa que a colher venha mais profunda e a própria corrente compensa a falta de velocidade da recolha…
Mas disto já tu sabes há muito tempo! 🙂
Abraço
Para mim talvez por pescar no Minho faz todo o sentido, neste artigo identifiquei claramente as semelhanças com a pesca praticada aqui pelos mais “velhos”. Aqui em vez de colocar os chumbos, muda-se o corpo da amostra, pode ter de 10 a 30 gramas,sendo as mais comuns de 20gr. Quanto ao uso de peixes artificiais usa-se um chumbo colocado num destorcedor triplo.O que mais gostei do artigo foi quando ele fala das colheres Veltic e do uso do verde, no entanto aqui da mais resultado o azul, mais concretamente as Comet da mepps.
Abraço
Pois, Miguel.
Mas em rios com corrente forte, é muito difícil manter a colher ou o rapala estável a uma determinada profundidade. Mesmo que deixes afundar e que recuperes muito devagar, a amostra sobe logo para níveis muito acima da localização das trutas. O Zero-Cool dá o exemplo do rio Minho e com muita razão. Pescar sem peso no Rio Minho é quase sempre perder tempo, especialmente se a barragem espanhola estiver a debitar. O peso serve apenas para trazer a amostra para níveis próximos da localização da truta. Com um destorcedor triplo, muitas vezes o peso fica preso, e rebenta-se essa parte da linha, enquanto a amostra é recuperada.
Eu pesco muitas vezes com as famosas Mepps nº3 de 18 gramas, ou com a Mepps Longcast de nº4 e nº5. Para se conseguir por o isco perto da postura das trutas, não há muitas hipóteses.
Já no Alfusqueiro, as coisas são um pouco diferentes … mas nalgumas correntes mais fortes e mais profundas, onde a a turbulência da água disfarça a presença do chumbo, pode valer a pena por este ou outro sistema a funcionar. Tem é que ser com amostras mais pequenas do que as que se usam no Minho.
Um abraço,
Mesmo com um destercedor triplo, ou seja, um empate carolina,não me convence usar um peixe artificial nessas condições!
Mas para grandes rios a sua utilização poderá ser um mal necessário…
Abraço
Ta aqui um artigo bom que achei que valia a pena partilhar, não tem nada a ver com técnicas mas sim com a mortalidade das trutas “captura e solta”
Abraço
http://kacipesca.super-forum.net/t935-a-mortalidade-das-trutas-devolvidas-a-agua
Obrigado Zero-Cool.
Acho que vale a pena partilhar, até para desmistificar algumas ideias que circulam por aí.
Um abraço,