Breve passagem pelo Ribeiro de São João de Agra

Breve passagem pelo Ribeiro de São João de Agra




Recentemente tive a oportunidade de passar pela Ribeira de São João de Agra e não podia de deixar de deitar uma vista de olhos. Desde logo, fiquei satisfeito de verificar que a ribeira ainda apresenta um caudal bastante significativo para esta época do ano e que isto poderá ser extremamente importante para assegurar água suficiente para as trutas durante o Verão. Obviamente, que isto também significa boas condições para o spinning.

Em termos da qualidade da água, e ao contrário do Rio Coura, verifiquei que a água mantém a sua pureza e teor cristalino. Sintoma de que este é um dos poucos cursos de água que ainda consegue resistir à intervenção humana.

Em termos de pesca propriamente dita, parei apenas para ver como está a densidade da população de trutas. Dediquei-me cerca de 30 minutos a pescar ao light spinning na zona da ponte que atravessa ribeira. Como era de esperar, essa zona estava muito batida e as trutas demonstravam estar extremamente desconfiadas. Mesmo assim, cheguei a levar cerca de 5 toques e consegui cravar uma pequena truta de cerca de 15 centímetros à saída de uma corrente. Deu uma linda foto antes de voltar à água.

Truta 15 cm Ribeira São João de Agra

Pelo que vi, parece-me que a ribeira de São João já teve melhores dias. Vislumbrei uma quebra na densidade de exemplares na zona em que pesquei e parece-me que haverá muito pescador manhoso a levar exemplares a baixo da medida para casa. Isto, porque mesmo em poços que albergam sempre bons exemplares, não se via grande sinal de trutas decentes.

Pela sua pequena dimensão, a ribeira de São João de Agra é um ecossistema relativamente frágil e que depende cada vez mais das suas trutas para se regenerar, pois o Coura está cada vez mais poluído na zona. Penso que a pressão de pesca deve reflectir esse tipo de situação, sobretudo em termos de retenção de capturas. Perante aquilo que vi, não pesquei mais de meia hora e só para o ano é que lá voltarei. Se queremos ter, teremos que cuidar 🙂

Na estrada, ainda vi que estava um carro no caminho de acesso à parte superior da ribeira … Penso que é um sinal de que não faltam interessados em pescar neste local, agora, não é só tirar, também há que cuidar …

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.