Trutas do Criz – 2014

Trutas do Criz – 2014


Segunda-feira em finais de Março. Com afazeres profissionais em Viseu, resolvi-me juntar ao Professor e amigo Arlindo Cunha para uma rápida expedição de final de tarde no Rio Criz. O dia estava a prometer chuva e como tal pareceu-nos uma boa oportunidade para poder tirar uma ou duas trutas. O único senão seria a proximidade do fim de semana, já que certamente não teria faltado gente a calcorrear as margens deste rio truteiro.

Chegamos ao local por volta das 17 horas. A ideia era equiparmo-nos para pescar o troço para montante da ponte da estrada nacional de forma rápida, cerca de uma hora, já que tínhamos compromissos combinados noutros locais. Entramos na zona com material de light spinning, basicamente, linha 0,12 e Mepps Aglia nº1.

Começámo a realizar os primeiros lançamentos na zona da ponte, mas nada mexeu. Durante cerca de 300 metros, batemos o rio com calma, mas nem sinal de trutas. Algo estranho, até porque o rio nesta zona costuma ter uma boa densidade de pequenas trutas e elas costumam ver-se a mexer. Certamente que a pressão do fim de semana tinha deixado as suas marcas, ajudada pelo facto de termos deparado com um pescador passados 300 metros. Estava à minhoca à saída de uma linha de água. Perguntamos-lhe como estava a correr e ele disse que não tinha apanhado nada. Aliás, começou a chover e ele rapidamente pegou no material e foi-se embora.

Depois deste encontro, demos com o primeiro sinal positivo. Numa corrente mais viva, o amigo Arlindo lançou para montante e quando vinha a recuperar, vejo uma truta a saltar fora de água. Tinha cravado na amostra dele e não tardou a acabar nas suas mãos. Era a primeira truta do dia com cerca de 17 centímetros. Rapidamente voltou para a água.

A captura permitiu ganhar outro alento, mas de nada valeu nas próximas correntes. Só quando chegamos ao açude é que voltou a haver um sinal positivo. Lancei mesmo para a outra margem, na zona do muro, comecei a recuperar e quando a amostra vinha a meio, sinto um puxão na linha e cravo. A truta salta fora de água, tenta meter-se no meio da lenha, mas rapidamente a encostei-a à areia do meu lado. Já não havia por onde fugir. Tinha capturado uma linda truta do Criz com cerca de 20 centímetros.

Truta 20 cm Rio Criz Março 2014

Depois desta captura, batemos toda extensão do açude com bastante determinação. Eu ainda levei três toques, mas tudo de pequena truta que não estava a abrir bem a boca. Sinal de que estavam picadas do fim de semana. O amigo Arlindo também levou um toque, mas sem grande significado.

Com o tempo a esgotar-se e sem grandes opções, resolvemos que era melhor voltar para trás e tentar mais uns lançamentos no açude, imediatamente a jusante da ponte. Quando lá chegamos, eu fiquei com a zona de cima, enquanto que o amigo Arlindo foi para a zona da queda de água e para a corrente. Durante 5 minutos, palmilhamos a zona de forma intensiva. Ele não conseguiu tirar nada, mas eu ainda consegui fazer duas trutas, todas apanhadas na zona mais calma e funda do açude. Com a chuva a cair com mais intensidade, as trutas ganharam alguma actividade e vinham a seguir lentamente a amostra até à minha margem. Em duas situações, elas cravaram-se mesmo nos meus pés e era só levantá-las para fora de água. Foi assim que tirei dois exemplares; um de 15 e outro de 17 centímetros, que foram rapidamente devolvidos à água.

Com estas duas capturas, fechei o dia. Apesar das condições serem boas, quer em termos de caudal, quer em termos meteorológicos, as trutas não estavam activas o suficiente para realizar uma boa pescaria. O Criz costuma ter uma boa densidade de trutas, mas desta vez não conseguimos comprovar essa situação. A proximidade do fim de semana pode ser um factor que contribuiu para a nossa fraca performance, por isso da próxima vez pode ser que tenhamos melhor sorte … Há que lá voltar 🙂 🙂

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.